Bebê japonês de mãe de aluguel indiana gera polêmica legal

O futuro de uma criança nascida na Índia, de uma mãe de aluguel indiana e filha biológica de um casal japonês, está indefinido depois que o divórcio do casal lançou o caso num imbróglio jurídico. A mãe biológica, Yuki Yamada, 41 anos, e a mãe de aluguel não querem a custódia da criança.

BBC Brasil |

O pai, Ikufumi Yamada, 45 anos, quer assumir a custódia, mas não tem direito, segundo as leis da Índia.

Segundo o repórter da BBC Sanjoy Majumder, a menina Manji nasceu em julho no Estado indiano de Gujarat, resultado de um acordo assinado entre o casal de japoneses e a mãe de aluguel indiana em novembro.

O caso atraiu a atenção da imprensa da Índia, onde a barriga de aluguel em troca de dinheiro não é ilegal apesar de não existir uma lei formal para a prática.

Solteiros
Em junho Yamada se divorciou de sua esposa. Mas a lei indiana não permite que homens solteiros adotem uma criança.

Por não existir uma lei a respeito de mães de aluguel na Índia, o bebê precisa dos documentos de adoção para conseguir um passaporte japonês e deixar a Índia.

Enquanto o pai da criança tenta resolver o problema, Manji está sendo mantida em um hospital, sob os cuidados de um médico.

A mãe de Yamada, que não fala inglês ou hindi, também está cuidando da criança.

"Meu filho ama muito a filha. Eu dedico todo meu amor e afeição a este bebê. Choro o tempo todo", disse a avó do bebê à BBC, por meio de um intérprete.

As mães ou barrigas de aluguel são descritas na Índia como um ramo de negócios em expansão: mulheres pobres podem conseguir entre US$ 5 mil e US$ 15 mil pelo serviço.

Nos últimos anos a Índia se transformou numa espécie de pólo de barrigas de aluguel, atraindo casais dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e vários outros países.

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