Bebê é encontrado vivo nos EUA após ter sido arrancado do ventre materno

Um bebê de alguns dias foi encontrado vivo após ter sido arrancado do ventre de sua mãe assassinada no nordeste dos Estados Unidos, anunciou a polícia nesta quinta-feira, precisando ter detido uma mulher que estava com a criança.

AFP |

A polícia de Worcester (Massachusetts, nordeste) descobriu segunda-feira o corpo mutilado de uma jovem de 23 anos no apartamento onde vivia. Mas foi apenas na quarta-feira que os investigadores tomaram conhecimento de que a vítima estava grávida de cerca de oito meses e que a criança que ela esperava havia desaparecido.

Os policiais, em seguida, detiveram uma outra mulher de 35 anos que estava com o bebê - uma menina - no Estado vizinho de New Hampshire.

"Conseguimos recuperar a menina. Felizmente, ela passa bem", declarou o policial Kerry Hazelhurst ao canal de televisão local NECN.

A morte de Darlene Haynes, 23 anos, havia sido descoberta pelo proprietário de seu apartamento, alarmado pelo forte cheiro que vinha do local.

A investigação está dirigida contra Julie Corey, que havia anunciado alguns dias antes a parentes e amigos que acabava de ter um bebê, para grande surpresa de todos.

"Ela chegou a entrar em contacto com amigos na semana passada dizendo que teria uma criança na noite de quinta-feira ou na manhã de sexta. Depois, passou em casa todo o dia, o que despertou muitas suspeitas", contou o policial na televisão.

O jornal New Hampshire Union Leader relatou que a suspeita havia sido detida num abrigo, onde se hospedara com a criança. Um funcionário teve sérias dúvidas sobre o comportamento da mulher ante as explicações confusas dadas por Julie Corey.

Quando soube da morte de Darlene Haynes, ele preferiu alertar as autoridades.

Um outro jornal da região, o Boston Globe, precisou que as duas mulheres - a suspeita e a vítima - eram antigas vizinhas.

A família da jovem mãe assassinada se disse aliviada ao saber que a criança havia sobrevivido. "É a melhor notícia que poderíamos receber", declarou ao jornal Sandra Grandmaison, uma tia da vítima. "Rezo para que seja filha de Darlene".

Num primeiro tempo, os médicos duvidavam das chances da criança, após um nascimento cercado por tanta violência.

Tratava-se de um feto de oito meses, que precisa receber cuidados hospitalares; "a extração foi seguida de uma cesariana de tal barbaridade..." comentou uma especialista em medicina fetal ao Boston Globe.

Por enquanto, Julie Corey será processada por sequestro.

"Temos muito trabalho pela frente, precisamos ouvir muitas pessoas", declarou Hazelhurst. "Trata-se de um homicídio particularmente horrendo. Nunca vi um caso parecido nestes anos todos que trabalhei como policial aqui", desabafou.

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