BC mexicano descarta efeitos negativos de gripe suína na economia

México, 29 abr (EFE).- O presidente do Banco do México (banco central), Guillermo Ortiz, afirmou hoje que a economia mexicana se recuperará rapidamente dos efeitos negativos que possam ser causados pela epidemia de gripe suína que afeta o país.

EFE |

Em entrevista, Ortiz disse que, em "casos similares em outros países, por exemplo a gripe aviária, o que normalmente ocorreu é que os impactos negativos que tiveram sobre a atividade econômica, turismo, etc., duram um período relativamente curto e o rebote é relativamente rápido".

Ele reconheceu que "certamente haverá um impacto negativo sobre a atividade econômica" do país devido à epidemia de gripe suína, que, segundo os últimos dados fornecidos hoje pelo Governo mexicano, infectou 49 pessoas, sete delas já falecidas.

No entanto, o presidente do banco central mexicano assegurou que, se a epidemia não se prolongar muito, os efeitos econômicos da doença "não serão tão grandes e, em segundo lugar, haverá uma recuperação rápida".

O Banco do México apresentou hoje o último relatório trimestral da instituição, no qual estima que a economia nacional experimentará em 2009 uma contração de entre 3,8% e 4,8% pela crise mundial, mas lembrou que suas projeções não contemplam os efeitos do recente surto de gripe.

Além disso, revisou para cima todas as previsões de inflação para os três trimestres que faltam para o fim do ano.

"Quando tivermos uma perspectiva mais clara da duração e da profundidade do problema (a epidemia), estaremos em condições de revisar as projeções que estamos apresentando neste momento", disse Ortiz. EFE jd/db

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