Wikileaks: EUA não estão conseguindo barrar financiamento a extremistas

Em telegrama, Hillary afirmou que maior parte da verba que chegou aos extremistas em 2009 veio dos sauditas

BBC Brasil |

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Telegramas de diplomatas americanos divulgados neste domingo pelo site Wikileaks indicam que os Estados Undios estão enfrentando problemas em barrar o financiamento a grupos extremistas islâmicos. De acordo com as mensagens, o país está irritado com muitos de seus aliados, que continuam a enviar dinheiro a militantes.

Um comunicado enviado pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticava a Arábia Saudita, dizendo que em 2009 os maiores doadores a extremistas sunitas vinham de lá. Entre os grupos que receberam verbas dos sauditas estão a Al-Qaeda, o Taleban, o Hamas e o Lashkar-e-Taiba, que atua principalmente no Paquistão.

As mensagens também afirmavam que o Catar e o Kuwait não estavam trabalhando para barrar o envio de verba a esses grupos. Segundo o Wikileaks, alguns telegramas sugeriam até mesmo que a Al Qaeda não enfrenta nenhum problema na hora de arrecadar dinheiro com pessoas e empresas milionárias do Oriente Médio.

Carta na manga

Em entrevista à BBC, Mark Stephens - advogado do fundador do Wikileaks, Julian Assange - disse que seu cliente tem um material secreto que pode ser divulgado caso algo ocorra contra ele. O advogado disse que esses dados poderiam ser divulgados como forma de proteger Assange e o próprio site.

A afirmação foi feita após Assange ter dito, no sábado, que as ameaças contra ele não só se ampliaram como se estenderam para membros de sua família e para os advogados do Wikileaks. Stephens disse ainda que o processo contra seu cliente na Suécia, no qual Assange é acusado de estupro, tem "motivações políticas". "É difícil ignorar o fato de que a Suécia foi um dos Estados usados como base para os voos secretos", disse o advogado, em referências aos aviões da CIA que transportavam suspeitos de terrorismo. Na entrevista, Stephens sugeriu que políticos suecos possam ter reaberto o caso contra Assange a mando de autoridades americanas.

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