Vulcão prejudica operações de aeroportos da Argentina, Uruguai e Paraguai

Voos são cancelados em Buenos Aires e Montevidéu e nuvem de cinzas também atrapalha tráfego aéreo em Assunção

BBC Brasil |

As cinzas do vulcão chileno Puyehue ainda causam nesta quinta-feira atrasos em voos em aeroportos internacionais de Argentina, Uruguai e Paraguai.

Nuvens do vulcão chileno Puyehue, que entrou em erupção no Chile no sábado, voltaram nesta quinta-feira à região metropolitana da capital Argentina, Buenos Aires, afetando o funcionamento dos aeroportos. Como medida de prevenção de acidentes aéreos, todos os voos voltaram a ser cancelados , em um total de mais de 300. Segundo o serviço meteorológico, uma mudança na direção dos ventos talvez permita a retomada das operações na sexta-feira.

As cinzas voltaram a provocar a suspensão do tráfego aéreo no Uruguai e afetaram diretamente o presidente do país, José Mujica, que cancelou uma viagem surpresa a Buenos Aires. "Estamos em condições similares às da terça-feira", quando foram cancelados 90% dos voos no Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, "mas agora todos os voos estão cancelados", disse Jorge Bentos, chefe de operações terrestres da Puerta del Sur, a empresa concessionária do terminal.

Bentos esclareceu que, "de acordo com a previsão meteorológica" para esta quinta-feira, "é altamente provável que nenhum voo decole nem sequer os com destino à Europa ou aos Estados Unidos". O último movimento registrado foi às 6h do horário local (mesmo de Brasília), quando um avião da TAM partiu rumo a São Paulo. O aeroporto internacional de Silvio Petirossi, de Assunção, também apresentava atrasos. 

Situação ‘sensível’

Autoridades argentinas ainda consideram a situação "sensível" já que o vulcão segue emitindo cinzas, e os ventos continuam empurrando os resíduos para os países vizinhos. A Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina decidiu manter cancelados os voos para os principais aeroportos do sul do país.

A previsão é de que os voos para essa região, a chamada Patagônia, só deverão ser normalizados a partir de 21 de junho. Bariloche, cidade muito procurada por turistas brasileiros nesta época do ano, segue quase isolada – o acesso só é feito, com dificuldade, por terra.

O Serviço Metereológico Nacional (SMN) emitiu um comunicado, na quarta-feira, com um alerta para ventos de até cem quilômetros por hora esperados para diferentes destinos da Patagônia, como as Províncias de Chubut, Neuquén e Río Negro, onde está Bariloche.

A situação continuava crítica nas localidades de San Martín de los Andes e Villa Angostura, também na Patagônia argentina e próximas do vulcão chileno.

As aulas continuam suspensas, e os serviços, limitados nesses locais. Em Villa Angostura, autoridades locais recomendaram que os moradores e turistas não saiam de casa. Muitos estão sem aquecimento.

Casas e hotéis estão cobertos de cinzas, e teme-se que o peso danifique os tetos. O comitê de emergência criado na Argentina para lidar com o problema emite um boletim a cada seis horas sobre a situação dos voos e do clima.

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