Violência pós-eleição faz Guiné decretar estado de emergência

Choques entre grupos opositores deixaram ao menos sete pessoas mortas no país africano

BBC Brasil |

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O governo da Guiné decretou estado de emergência nesta quarta-feira por causa dos episódios de violência após as eleições presidenciais da semana passada.

"O presidente da República decreta estado de emergência em todo o país, de hoje até o anúncio da Suprema Corte a respeito do resultado definitivo do segundo turno das eleições presidenciais", disse o porta-voz presidencial Mohamed Kasse.

Na segunda-feira, o candidato Alpha Condé foi declarado vencedor, após terminar em segundo no primeiro turno. Depois do anúncio, o candidato derrotado por alegados 52,5% a 47,5% dos votos, Cellou Dalein Diallo, disse que houve fraude eleitoral.

Após as eleições, simpatizantes dos dois grupos entraram em choques, e ao menos sete pessoas morreram.

A Suprema Corte tem prazo de oito dias, contados a partir da última segunda-feira, para confirmar o resultado. Com o estado de emergência, ficam proibidos protestos e concentrações públicas.

Pobreza

Condé, 72 anos, era há muitos anos um dos principais líderes da oposição em Guiné, tendo concorrido outras duas vezes à Presidência durante os anos 90.

Esta é considerada a primeira eleição presidencial democrática em Guiné desde a sua independência da França, em 1958. Em 2008, militares tomaram o poder após a morte do presidente Lansana Conté, que havia governado o país por 24 anos.

Localizado no oeste da África, Guiné tem pouco mais de 10 milhões de habitantes. Embora seja o maior exportador mundial de bauxita e tenha significativas reservas de minério de ferro, o país é um dos mais pobres do continente.

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