Mancha foi vista em Pensacola, no noroeste do estado

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Imagem da BP mostra o poço de petróleo vazando
AP
Imagem da BP mostra o poço de petróleo vazando
Uma mancha de petróleo originária do vazamento do Golfo do México foi vista a cerca de 15 quilômetros das praias de Pensacola, no noroeste da Flórida.

"É inevitável que a veremos (a mancha) nas praias", disse um porta-voz do governo local de Escambia, Flórida.

O vazamento teve início em 20 de abril quando uma plataforma da British Petroleum explodiu, matando 11 funcionários e despejando milhares de barris de petróleo diariamente na região.

O editor da BBC em Washington Mark Mardell diz que existe um crescente sentimento de frustração a medida em que as diversas tentativas da BP para conter o vazamento não funcionam.


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A companhia tenta conter o vazamento cortando a tubulação danificada e a fechando, mas esta estratégia está sofrendo atrasos porque uma das serras ficou presa no solo do oceano, cerca de 1,5 quilômetro abaixo da superfície.

A última tentativa, e que estava sendo considerada a com maiores chances de sucesso, fracassou quando engenheiros não conseguiram injetar grandes quantidades de lama para estancar o vazamento, no final de semana.

A BP perfura um segundo poço para esvaziar o fluxo do vazamento, mas este só deve ficar pronto em agosto.

O incidente já está sendo considerado o pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

Em um discurso nesta quarta-feira na Pensilvânia, o presidente Barack Obama afirmou que poderá ficar provado que o vazamento "seja resultado de erro humano, ou de corporações que pegaram atalhos perigosos, comprometendo a segurança".

"Temos que reconhecer que existem riscos inerentes em perfurações a quatro milhas abaixo da superfície da Terra. Este riscos aumentam à medida que a extração de petróleo fica mais difícil", afirmou.

As ações da BP continuaram a cair nesta quarta-feira na bolsa de Londres, em meio a notícias de que a Justiça americana pode abrir processos criminais a respeito do vazamento.

A BP calcula que o vazamento já custou US$ 990 milhões em operações de limpeza do meio ambiente mas recusou-se a especular sobre futuros gastos.

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