União Europeia e Líbia suspendem proibição de vistos para seus cidadãos

A União Europeia e a Líbia anunciaram neste sábado que suspenderam a proibição recíproca de emissão de vistos para seus cidadãos que vigorava desde fevereiro. A proibição de vistos aconteceu por iniciativa da Suiça, por causa de uma crise diplomática entre os dois países Com interese em fortalecer sua colaboração com a União Europeia, a Líbia supendeu as restrições que havia imposto aos cidadãos do espaço Schengen, afirmou um comunicado veiculado na agência estatal de notícias líbia, Jana.

BBC Brasil |

A Suiça, embora não integre a União Europeia, é um dos 28 signatários do acordo Shengen que permite a livre circulação de pessoas por esses países europeus sem necessidade de apresentar vistos.

Em fevereiro a Suiça usou seu direito de vetar a entrada de 188 cidadãos líbios proeminentes, incluindo o líder do país, Muamar Khadafi e sua família que, consequentemente, tiveram suas entradas proibidas em toda União Europeia.

Mais cedo no sábado, o ministério das Relações Exteriores espanhol, país que ocupa a presidencia rotatória da União Europeia, disse que o veto aos líbios estava suspenso e lamentava o incidente, afirmando ter sido inciativa apenas de um país membro do acordo Schengen e não uma posição do bloco.

A crise entre Suiça e Líbia começou em 2008 quando Hannibal Khadafi, um filho do presidente líbio, foi detido em Genebra acusado de maltratar um empregado. A Líbia parou de vender petróleo à Suiça, retirou milhões de dólares de bancos do país e deteve suiços que estavam na Líbia alegando problemas de visto.

Em fevereiro, Khadafi sugeriu uma "guerra santa" ou jihad contra a Suiça.

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