UE se soma a EUA em pressão pela valorização da moeda chinesa

Governos acusam Pequim de manter o valor de sua moeda artificialmente baixo a fim de favorecer as exportações chinesas

BBC Brasil |

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A União Europeia pediu nesta terça-feira à China que permita uma “significativa” valorização do yuan, somando-se à pressão exercida sobre o país pelos Estados Unidos, que acusa Pequim de manter o valor de sua moeda artificialmente baixo a fim de favorecer as exportações chinesas.

Segundo as autoridades europeias, a flexibilização do regime de câmbio chinês é “importante para permitir um crescimento mais equilibrado em benefício da China e da economia mundial”.

A mensagem foi transmitida pelos presidentes do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o comissário europeu de Economia, Olli Rehn, diretamente ao primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, com quem se reuniram em Bruxelas às margens de uma cúpula UE-Ásia.

“Devido ao importante papel da China, achamos que uma valorização ordenada, significativa e ampla permitirá promover um crescimento mais equilibrado em benefício da China e da economia mundial”, afirmou Juncker depois do encontro.

“Queremos que a China equilibre seu crescimento e aumente o consumo local para reduzir o peso de suas exportações”, completou.

Mas, segundo o própio Juncker, o governo chinês “não compartilha” a opinião da UE.

Na segunda-feira, em seu discurso durante a abertura da cúpula UE-Ásia, Jiabao disse que Pequim manterá as taxas de câmbio das principais moedas “relativamente estáveis” com o objetivo de “favorecer a recuperação econômica”.

Para o comissário Rehn, “se o euro tiver que seguir suportando uma carga desproporcionada no ajuste das taxas de câmbio mundiais, a recuperação da economia da zona do euro poderia ser debilitada”.

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