UE e FMI anunciam pacote de US$ 146 bilhões para Grécia

Os países da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram, após reunião em Bruxelas, neste domingo, em um pacote de 110 bilhões de euros (cerca de US$ 146 bilhões) em três anos para ajudar a recuperar a economia da Grécia. Desde valor, 80 bilhões de euros virão da União Europeia, enquanto o FMI contribuirá com o restante.

BBC Brasil |

Os países da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram, após reunião em Bruxelas, neste domingo, em um pacote de 110 bilhões de euros (cerca de US$ 146 bilhões) em três anos para ajudar a recuperar a economia da Grécia. Desde valor, 80 bilhões de euros virão da União Europeia, enquanto o FMI contribuirá com o restante. O pacote é uma tentativa de evitar que a Grécia declare uma moratória de sua dívida, mas terá primeiro que ser aprovado pelos Parlamentos de alguns dos outros 15 países da zona do euro. Em troca do empréstimo, o país terá de adotar medidas de austeridade, já anunciadas na manhã deste domingo pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou. Entre elas, estão reduções de salários e aposentadorias, e aumentos de impostos. Contágio O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, disse que até 30 bilhões de euros serão destinados à Grécia no primeiro ano, e que o primeiro lote do empréstimo será liberado antes de 19 de maio - a data do próximo pagamento da dívida grega. Segundo Juncker, os líderes dos 16 países da zona do euro se encontrarão em Bruxleas na próxima sexta-feira para "definir as conclusões iniciais sobre a crise na Grécia". O grupo está tentando acelerar os esforços de resgatar a economia grega em meio a temores de que a crise prejudique outros países que utilizam a moeda única europeia, em particular Portugal, Espanha e Irlanda. A Alemanha tem sido a principal opositora do resgate, mas seu ministro da Economia, Rainer Brüderle disse que há "uma boa chance" de o Parlamento do país apoiar o acordo até a próxima sexta-feira. Mas segundo ele, a Grécia tem de implementar seu programa de austeridade "rapidamente" e "à risca". Descontentamento Neste domingo, após uma reunião de gabinete transmitida ao vivo pela TV como "símbolo de transparência" do governo, Papandreou disse que a prioridade de seu governo é evitar a bancarrota grega, mas assinalou que as medidas vão requerer "sacrifícios" por parte do povo grego. "Estes sacrifícios nos darão fôlego e tempo para realizar mudanças mais profundas", afirmou o primeiro-ministro grego, ao defender as medidas. "Quero dizer aos gregos muito honestamente que temos um grande teste pela frente." Mas as medidas já estão provocando descontentamento na Grécia. No sábado, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas para protestar contra o aperto. Em Atenas, a polícia usou gás lacrimogêneo contra estudantes que faziam uma passeata em frente ao prédio do Ministério das Finanças. Cenas semelhantes se repetiram em Salônica, no norte do país, onde os estudantes também confrontaram a polícia, invadiram lojas e vandalizaram bancos.

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