mais de 40 oficiais turcos haviam sido presos por envolvimento na suposta conspiração. " / mais de 40 oficiais turcos haviam sido presos por envolvimento na suposta conspiração. " /

Turquia acusa sete chefes militares de planejar golpe

A Justiça turca indiciou nesta quarta-feira sete chefes militares do país acusados de terem planejado um golpe de Estado em 2003 para derrubar o governo do primeiro-ministro Tyyip Erdogan. Na segunda-feira, http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/22/turquia+prende+40+chefes+militares+acusados+de+conspiracao+9405421.html target=_topmais de 40 oficiais turcos haviam sido presos por envolvimento na suposta conspiração.

BBC Brasil |

O grupo de sete chefes militares processados é composto por quatro almirantes, dois deles já aposentados, um general também fora da ativa e dois coronéis. Outros seis oficiais foram soltos, mas não foi explicado se eles ainda aguardam algum tipo de julgamento.


Policiais turcos ficam de prontidão ao redor de
tribunal durante audiência com militares / AP

Segundo a acusação, o plano da suposta conspiração iniciada em 2003 era fomentar tensão e caos no país para justificar um golpe militar.

Entre as supostas ações planejadas para criar clima de tensão no país estavam ataques a bomba contra duas mesquitas e tentar provocar um conflito com a Grécia usando jatos turcos. Os acusados também teriam planejado transformar estádios em prisões a céu aberto para deter todos aqueles que se opusessem ao golpe.

O Exército turco admitiu a existência desses planos mas disse que eles faziam parte de um exercício de planejamento em um seminário militar.

Secularismo

As Forças Armadas turcas são tidas como responsáveis pela derrubada de quatro governos entre 1960 e 1997.

Elas são tradicionalmente vistas como guardiãs da Constituição secular do país, e as relações com o governo do partido de Erdogan, o AKP, de orientação islâmica, têm sido tensas.

O poder dos militares tem sido reduzido nos últimos anos, à medida que a Turquia realiza reformas para conseguir tornar-se país membro da União Europeia.

A suposta conspiração se assemelha a outro caso, conhecido como conspiração Ergenekon, que resultou no indiciamento de várias outras pessoas, entre militares, jornalistas e acadêmicos, todos também acusados de planejar um golpe militar.

A oposição acusa o governo de intimidação e de tentar transformar a Turquia em um Estado islâmico.

O governo defende os indiciamentos. O vice-premiê Bulent Arinc afirmou no início da semana que "nunca poderíamos sonhar com isso que acontece agora". "As coisas melhoram quando aqueles que nunca responderam por seus atos começam a responder", disse.

As prisões do início da semana e a abertura de processo judicial contra os oficiais tende a aumentar a tensão entre oposição e governo no país.

Deniz Baykal, líder do principal partido oposicionista Partido Popular Republicano, questionou a decisão da Justiça de prender e processar os oficiais. "Por que vocês esperaram sete anos?", indagou.

Leia mais sobre Turquia

    Leia tudo sobre: turquia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG