Tatuagem de membro de gangue leva polícia dos EUA a desvendar assassinato

Homem tatuou desenho que descrevia crime cometido em 2004 no Estado americano da Califórnia

BBC Brasil |

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A polícia do Estado americano da Califórnia prendeu um integrante de uma gangue que tatuou em seu peito um desenho descrevendo o assassinato a tiros de um membro de uma gangue rival, cometido em 2004.

A tatuagem de Anthony Garcia, de 25 anos, mostra um helicóptero dando um tiro em um amendoim em frente a uma loja de bebidas alcoólicas cujo telhado está coberto por luzes de Natal. E por cima da ilustração está a inscrição ''Rivera Kills''.

Garcia, cujo apelido é ''Chopper'', gíria em inglês para helicóptero, é integrante da gangue Rivera 13, da cidade de Pico Rivera, e o rival assassinado, John Juarez, de 23 anos, era da gangue Pico Nuevo, cujos integrantes são conhecidos como ''amendoins''.

Juárez estava em uma cabine telefônica do lado de uma loja de bebidas alcoólicas, no dia 23 de janeiro de 2004, quando foi abordado por dois homens. Um deles indagou de onde ele era. Em seguida, os dois deram vários tiros contra ele e correram rumo a um caminhão que saiu em disparada.

Descrição

A tatuagem de Garcia descreve, segundo a polícia californiana, até mesmo uma trajetória de balas idêntica à dos projéteis que atingiram Juarez e um corpo caído na mesma posição em que Juarez foi achado. A tatuagem mostra ainda uma lâmpada característica da rua em que o integrante da outra gangue foi morto. O

crime permaneceu sem solução até 2008. Em agosto daquele ano, quando olhava fotos de tatuagens de integrantes de gangues, o sargento Kevin Lloyd reparou nas incomuns tatuagens no peito de Garcia. Elas lhe lembraram situações que remetiam a um crime cometido em Pico Rivera, quando ele era um sargento atuando por lá.

Garcia acabou sendo preso em 2008, em conexão com outro delito, o de estar dirigindo com uma carteira de motorista vencida. Ele foi colocado em uma cela ao lado de dois policiais à paisana que se fizeram passar por membros mais velhos de uma gangue. Durante a conversa que manteve com eles, que foi gravada, Garcia admitiu que abordou Juarez, indagou de onde ele era e atirou contra ele.

A gravação foi usada durante o julgamento de Garcia, na qual ele foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau. Ele pode receber uma pena até de prisão perpétua quando sua sentença for determinada, no dia 19 de maio.

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