Suspeito por carro-bomba em NY alega ter agido só, dizem investigadores

Investigadores revelaram nesta terça-feira que o principal suspeito pelo fracassado atentado com carro-bomba em Nova York no último sábado admitiu ter agido sozinho e não ter qualquer associação a grupos militantes estrangeiros. Faisal Shazad, um cidadão americano nascido no Paquistão de 30 anos, foi detido na segunda-feira à noite em um voo para Dubai, está sendo interrogado e deve ser apresentado à Justiça de Nova York ainda nesta terça-feira.

BBC Brasil |

Shazad teria se naturalizado americano no ano passado e voltado recentemente de uma viagem de cinco meses ao Paquistão. O governo paquistanês teria oferecido total cooperação aos Estados Unidos. Autoridades afirmaram acreditar que Shazad comprou recentemente o carro que foi encontrado cheio de explosivos improvisados no coração de Times Square - um dos locais com maior concentração de turistas em Nova York. O FBI, a polícia federal americana, confirmou ter revistado a casa Faisal em Bridgeport, cidade do Estado de Connecticut, nesta terça-feira. Vários sacos lotados com material coletado foram retirados do local. O presidente americano, Barack Obama, afirmou que o atentado frustrado é um "lembrete preocupante dos tempos", mas afirmou que o povo do país não se deixará aterrorizar. Detonação controlada O secretário de Justiça americano, Eric Holder, afirmou estar claro que a bomba tinha a intenção de matar cidadãos americanos. "Essa investigação está em andamento, bem como as nossas tentativas de reunir informações de inteligência e seguir diversas pistas", disse Holder. Segundo a polícia, o Nissan Pathfinder foi adquirido em troca de dinheiro vivo há cerca de três semanas de um dono em Connecticut sem que fosse feita a atualização do nome do proprietário. O artefato explosivo, feito com fertilizantes, fogos de artifícios, gasolina e gás propano, foi descrito como "amador", mas segundo as autoridades, tinha o potencial de causar um incidente "mortal". Alertada por um vendedor de rua, a polícia desativou o carro-bomba e realizou uma detonação controlada. 'Direção internacional' O correspondente da BBC em Washington Steve Kingstone disse que o caso, tratado até agora como um evento isolado, tomou uma "direção internacional" com os novos eventos. Uma força conjunta antiterrorismo, que inclui oficiais do Departamento de Justiça e do FBI está agora analisando as ligações telefônicas feitas pelo homem. Logo após o atentado, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e a secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, insistiram que não havia evidências de que a tentativa de atentado tenha ligação com alguma grande rede extremista, como a Al-Qaeda.

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