Senado dos EUA confirma Petraeus no comando no Afeganistão

Indicado para comandar soldados dos EUA e da Otan no país asiático, David Petraeus foi confirmado por unanimidade

BBC Brasil |

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O Senado americano aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, o nome do general David Petraeus para assumir o comando das forças lideradas pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão.

AP
General David Petraeus sorri durante audiência nesta terça-feira no Senado dos EUA

Petraeus, que será o principal comandante militar americano no Afeganistão, foi o escolhido pelo presidente Barack Obama para substituir o general Stanley McChrystal.

Obama demitiu McChrystal na semana passada , depois que críticas feitas pelo general a membros do governo vieram a público e foram publicadas pela revista Rolling Stone.

Petraeus, de 57 anos, ocupava o cargo de chefe do Comando Central dos Estados Unidos e é respeitado por democratas e republicanos, especialmente por causa de sua atuação à frente das forças americanas no Iraque.

Apesar das divisões dentro do Congresso americano sobre as estratégias de Obama no Afeganistão, o nome do general foi aprovado por todos os 99 membros do Senado - uma cadeira está vaga desde a morte do senador Robert Byrd, na segunda-feira.

Combates

Na terça-feira, ao ser questionado pelos membros da Comissão de Serviços Armados do Senado , Petraeus disse acreditar que os combates no Afeganistão vão se tornar mais intensos nos próximos meses.

O general disse que apoia o plano de Obama de retirar as forças americanas do Afeganistão em julho de 2011 que vem, mas afirmou que a data marca apenas "o começo de um processo" e que os Estados Unidos ainda terão de fornecer assistência ao governo afegão por um longo período .

Petraeus também disse que vai dar atenção às regras de engajamento (que determinam em que situações a força pode ser usada em operações militares ou policiais). Novas regras adotadas recentemente reduziram o número de ataques aéreos e também de mortes de civis no Afeganistão.

No entanto, as regras são criticadas por muitos militares, sob o argumento de que aumentaram os riscos para os soldados americanos em solo afegão. 

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