Sanções da União Europeia contra Irã são inaceitáveis, diz Rússia

Para Ministério do Exterior russo, novas sanções prejudicam esforços diplomáticos e mostram "desprezo" por resolução da ONU

BBC Brasil |

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A Rússia afirmou nesta terça-feira que as novas sanções da União Europeia contra o Irã, aprovadas na segunda-feira, são "inaceitáveis" e prejudicam os esforços internacionais para controlar as ambições nucleares do país.

"Isto não apenas prejudica nossos esforços conjuntos para tentar um acordo político e diplomático a respeito do programa nuclear do Irã, mas também demonstra o desprezo pelas resoluções cuidadosamente reguladas e pelos dispositivos coordenados das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", afirmou o Ministério do Exterior russo em um comunicado.

De acordo com a declaração do Ministério, não é possível aceitar mais sanções contra o Irã além das aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU em no dia 9 de junho. As sanções aprovadas na segunda-feira pela União Europeia e também pelo Canadá visam atingir o comércio e setores de banco e energia do país.

Mais medidas

A Rússia é uma das seis potências mundiais negociando com o Irã e apoiou a quarta rodada de sanções da ONU em junho. No entanto, o país foi contra as medidas tomadas unilateralmente pelos Estados Unidos e União Europeia desde então.

A ONU impôs a nova rodada de sanções contra o Irã devido à recusa do país de atender aos vários ultimatos do Conselho de Segurança para suspender seu programa de enriquecimento de urânio, a parte mais polêmica de seu programa nuclear. O governo do Irã alega que seu programa de enriquecimento de urânio tem fins exclusivamente pacíficos, mas os países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver uma arma nuclear.

Nesta terça-feira, o Irã afirmou que vai continuar com seu programa nuclear, apesar das últimas sanções europeias e também das sanções unilaterais americanas, aprovadas pelo Congresso Americano em 24 de junho.

"Estas sanções não vão ajudar na retomada de negociações e não vão afetar a determinação do Irã de defender seu direito legítimo de ter um programa nuclear pacífico", afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast, de acordo com a agência de notícias estatal iraniana Irna.

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