Saiba mais sobre o Hezbollah

Há muito o governo dos EUA classifica o Hezbollah como um grupo terrorista

BBC Brasil |

O Hezbollah - ou Partido de Deus - é uma organização política e militar poderosa no Líbano, formada majoritariamente por muçulmanos xiitas. Seu líder é o xeque Hassan Nasrallah.

O grupo surgiu com apoio financeiro do Irã no começo dos anos 1980, e começou uma campanha para expulsar tropas israelenses do Líbano.

A hostilidade em relação a Israel continuou a ser a principal plataforma do grupo mesmo depois de maio de 2000, quando as últimas tropas israelenses deixaram o Líbano, devido, em parte, ao sucesso do braço armado do Hezbollah - a Resistência Islâmica.

A popularidade do grupo chegou ao ápice nos anos 2000, mas caiu junto a libaneses pró-Ocidente quando se envolveu em uma enorme e destruidora guerra com Israel, em seguida à captura de dois soldados israelenses, em 2006.

Divisões libanesas
O Hezbollah é o grupo mais forte do bloco de oposição pró-Síria no Líbano, que se voltou contra o governo pró-Ocidente liderado por Saad Hariri.

A organização tem vários assentos no Parlamento e ministros em um governo de coalizão nacional formado no fim de 2009.
O grupo conseguiu impedir a eleição de um novo presidente, ao boicotar sessões do Parlamento repetidamente.
O impasse chegou ao fim no dia 21 de maio de 2008, quando o grupo chegou a um acordo com o governo, no qual seu poder de veto foi reconhecido.

Em janeiro de 2011, o Hezbollah e seus aliados causaram a queda do governo de coalizão libanês, ao renunciarem a seus postos.

A renúncia foi um protesto contra a investigação, feita por um tribunal apoiado pela ONU, sobre o assassinato do premiê Rafik Hariri. Estima-se que a investigação acuse integrantes do Hezbollah pelo atentado que matou Hariri em Beirute, em fevereiro de 2005.

Israel usou de forma intensa sua força militar contra o Hezbollah na guerra de 2006.
Há muito o governo dos EUA classifica o Hezbollah como um grupo terrorista, e o acusa de desestabilizar o Líbano à luz da retirada das tropas da Síria do país, em seguida ao assassinato de Hariri.

Há muito o grupo age com o beneplácito da vizinha Síria, protegendo os interesses do país no Líbano, e servindo como uma carta para Damasco em seu confronto com Israel em torno da ocupação das Colinas de Golã.

Líderes do Hezbollah continuaram a manifestar seu apoio à Síria, ressaltando sua oposição à "interferência ocidental" no Líbano como forma de tentar unificar o país.

Além de força política, o Hezbollah tem um apelo popular por fornecer serviços sociais e assistência de saúde. O grupo também tem uma influente emissora de TV, a al-Manar.

O maior teste do Hezbollah ocorreu em 2006, quando seus militantes capturaram dois soldados israelenses em um ataque além da fronteira - que deixou militares mortos.

O episódio deflagrou uma guerra de um mês com Israel, que chegou ao fim com um cessar-fogo.
Depois de sobreviver à ofensiva militar israelense, o Hezbollah declarou vitória, aumentando sua popularidade junto a muitos no mundo árabe.

Seus críticos, entretanto, o responsabilizam pela destruição que Israel causou no Líbano.
Apesar de duas resoluções da ONU conclamando ao desarmamento das milícias no Líbano, o braço militar do Hezbollah permanece intacto.

O Hezbollah foi criado em 1982 por um grupo de clérigos muçulmanos, após a invasão israelense no Líbano.
O grupo tinha um contingente de cerca de dois mil homens da Guarda Revolucionária do Irá, baseados no Vale do Bekaa, que foram enviados ao país para ajudar na resistência contra Israel.

No começo, o grupo sonhava em transformar o Líbano - onde vivem seguidores de várias religiões - em um Estado teocrático no modelo do Irã, apesar de a idéia ter sido abandonada depois, em troca de uma abordagem mais inclusiva, que sobrevive até hoje.

Em sua retórica, o partido pede a destruição do Estado de Israel e vê o país como ocupante de terra muçulmana, afirmando que não tem o direito de existir.

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