Saiba mais sobre causas e prevenção da infecção intestinal na Europa

Surto da bactéria E. Coli Enterohemorrágica matou pelo menos 16 alemães e um sueco e deixou centenas de infectados

BBC Brasil |

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Um surto da bactéria E. Coli Enterohemorrágica na Alemanha, aparentemente relacionado ao consumo de vegetais contaminados, matou pelo menos 17 pessoas e deixou centenas de infectados até a noite dessa terça-feira.

Saiba mais sobre a bactéria e suas causas:

O que é a E. coli?

A Escherichia coli é um tipo de bactéria presente nos intestinos de humanos e de outros animais. A maioria de suas variações é inofensiva, mas algumas produzem uma toxina que causa cólicas severas e diarreia.

O que se sabe sobre o atual surto?

A bactéria tem causado infecções sérias, afetando o sangue, os rins e, em alguns casos, o sistema nervoso central das vítimas. Entre os sintomas, estão diarreia com sangue, falência renal e surtos epilépticos.

A variedade suspeita pelas infecções é a O104, um tipo raro. Outra cepa perigosa, conhecida como O157, causa males similares e foi associada a surtos de E. Coli ocorridos nos anos 1980.

Qual é a origem do surto?

Suspeita-se que o surto tenha se originado de vegetais contaminados. Nessa terça-feira, no entanto, investigações em Hamburgo concluíram que as acusações iniciais contra pepinos importados da Espanha não tinham fundamento. Aparentemente, a variedade da bactéria encontrada nos pepinos era diferente da que causou as infecções.

Contaminações por E. Coli geralmente são associadas a carnes cruas e ovos, mas, recentemente, cresceram os relatos de casos com aparente contaminação por frutas e vegetais frescos.

O que fazer quanto a isso?

Autoridades alemãs pediram às pessoas que evitem pepinos, alface e tomates crus, especialmente no norte do país, onde ocorreu a maioria dos casos. Já a agência britânica de controle de alimentos sugere que, antes do consumo, as pessoas lavem bem os alimentos, tirem as suas cascas e os cozinhem.

No entanto, para a especialista escocesa Nicola Holden, do Instituto James Hutton, essas medidas podem ser insuficientes, já que as bactérias podem estar dentro dos alimentos, e não apenas em suas cascas. “A bactéria consegue entrar nas colheitas por diferentes meios, mais comumente pela irrigação, mas também durante o processamento e na hora da embalagem”, disse.

O que dizem outros especialistas?

O professor Brendan Wren, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, diz que a E. coli pode se alojar na superfície de itens frescos como pepinos e folhas de alface e espinafre. “Esses tipos de E. Coli podem sobreviver a condições ambientais mais hostis que a bactéria típica e produzir toxinas danosas aos humanos”, afirma.

Para Jonathan Fletcher, especialista em microbiologia na Universidade de Bradford, na Inglaterra, os mais afetados pela bactéria costumam ser as crianças e os idosos. Já o gado costuma carregar a toxina em seu intestino sem manifestar sinais de doenças, afirma. “Se esterco de gado é usado como fertilizante, é provável que vegetais como pepinos sejam contaminados pela E. Coli. Se esses não forem lavados corretamente, estarão presentes em número suficiente para causar infecção.”

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