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Reunião sobre sanções ao Irã foi construtiva , dizem embaixadores

Os embaixadores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e da Alemanha realizaram, nesta quinta-feira, uma reunião para discutir a ampliação das sanções ao Irã por seu programa nuclear. Os representantes classificaram as discussões, que duraram cerca de três horas, como construtivas, mas afirmaram que se encontrarão novamente nas próximas semanas.

BBC Brasil |

A China participou do encontro apesar de inicialmente ter se posicionado contra o aumento de restrições econômicas sobre o Irã.

Após o encontro, o embaixador chinês, Li Baodong, disse que a reunião desta quinta-feira é parte de um processo diplomático, ainda que inclua a possibilidade de sanções.

A opinião do representante chinês é semelhante a da expressada pelo embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, após o encontro. Segundo ele, Moscou quer uma solução diplomática para o impasse.

"Ninguém quer impor sanções, todos preferimos uma solução diplomática, e todos os tipos de propostas construtivas foram feitas ao Irã, que deve começar a negociar", completou.

Os governos favoráveis a novas restrições argumentam que é necessário enviar uma mensagem ao Irã, que rejeitou ofertas da comunidade internacional para enriquecer urânio no exterior.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Barbara Plett, diplomatas afirmaram que os embaixadores estariam discutindo sanções dirigidas contra as atividades da Guarda Revolucionária iraniana, assim como ampliar as restrições já existentes contra o setor bancário e a indústria naval.

Programa
O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, como a geração de eletricidade e o uso medicinal da energia nuclear.

As potências ocidentais, no entanto, afirmam ter suspeitas de que o real objetivo seja a construção de armamentos.

O cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e mais a Alemanha - grupo conhecido como P5 +1 - afirmam que o Irã precisa concordar em trocar seu material nuclear por urânio enriquecido em um processo controlado, se o país quiser continuar com seu programa nuclear.

O Irã, por sua vez, afirma que concorda em trocar seu material nuclear por isótopos nucleares da França, ao invés de enriquecer seu próprio material, mas insiste que essa troca deve ser feita em seu próprio território.

Brasil
Na terçafeira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a criticar a imposição de sanções comerciais ao Irã como resposta a um suposto desrespeito às regras internacionais de não-proliferação nuclear e disse que as medidas podem provocar "revolta".

Para Amorim, sanções desse tipo costumam ter um efeito mais expressivo sobre as camadas mais pobres da população.

"O resultado é que as sanções vão crescendo e isso vai gerar uma revolta na população", disse o ministro durante uma audiência pública no Senado Federal, que durou mais de quatro horas.

O ministro acrescentou que as penalidades comerciais a Teerã têm o potencial de unir governo e oposição em torno de um mesmo discurso crítico ao Ocidente, o que pode acabar "radicalizando" o país.

"A tendência é governo e oposição ficarem juntos em uma posição de intransigência", disse o ministro.

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