Relatório de varejo internacional vê potencial em Nordeste e Centro-Oeste

Impulsionado por oportunidades especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste, o Brasil subiu três posições em um ranking internacional de varejo e figura na 5ª posição entre os países mais atraentes para as grandes empresas do setor. O ranking, da consultoria AT Kearney, foi elaborado com base em entrevistas feitas com 60 executivos do varejo mundial e em indicadores econômicos e setoriais, como índices de risco país e de saturação de mercado.

BBC Brasil |

selo

Os chamados Bric - grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China - continuam sendo as "estrelas" da percepção do setor, mas o relatório apontou para o desempenho extraordinário de países pequenos do Oriente Médio e da América Latina. Quatro países latino-americanos - Brasil, Chile, Uruguai e Peru - ficaram na lista dos "dez mais". "O crescimento da renda e a melhora no ambiente de negócios estão atraindo os investidores estrangeiros (para a América Latina)", afirmou o relatório, que também notou a "resistência" do continente à crise econômica mundial. "Os varejistas locais estão se expandindo para outros mercados na região, desafiando varejistas globais estabelecidos." No caso brasileiro, o relatório apontou para o potencial nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde "a competição ainda não é tão ferrenha" quanto nos grandes centros do Sudeste do país. A AT Kearney avaliou que o varejo brasileiro "está se aproximando do pico", mas notou que a ênfase na infra-estrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deve incentivar a criação de centros comerciais, com a previsão de abertura de 19 novos shopping centers só neste ano. Emergentes avançam Já na Índia, a proximidade de saturação do mercado e as restrições legais à participação de estrangeiros no setor levaram à perda do primeiro posto no ranking. A Índia agora figura em terceiro lugar na lista. A liderança ficou com a China, o país que, entre os Bric, exibe o menor nível de saturação do mercado. "Os consumidores chineses estão se sentindo cada vez mais confortáveis com os formatos ocidentais do varejo e o tamanho do país continua a prover o setor de oportunidades", avalia a consultoria. Quando perguntados sobre os países que mais consideram atraentes para a expansão dos negócios, os entrevistados disseram China (39%), Índia (30%), Brasil (20%) e Rússia (18%). "Os executivos do varejo aprenderam que mercados como os Estados Unidos e a Europa não são o motor do crescimento que eles gostariam. Hoje, apostar nos mercados emergentes para o crescimento futuro não é apenas desejável, é uma necessidade." Na mão contrária, o relatório também notou que cada vez mais empresas dos países emergentes abraçam planos de expansão, inclusive para os mercados desenvolvidos. Nove em cada dez entre os executivos pesquisados nos países emergentes disseram ter planos de levar seus negócios para além das próprias fronteiras - 72% deles para outros emergentes e 28% para os mercados desenvolvidos. "Os varejistas dos mercados desenvolvidos terão de prestar atenção a essas mudanças e garantir que estão preparados para lidar com a competição intensificada nos seus mercados de origem."

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG