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"Os indícios são de um suposto balcão de compra e venda de informações", disse. Entre os contribuintes que teriam tido seus sigilos fiscais quebrados estariam Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, e outras pessoas ligadas ao partido, além de empresários. Segundo a Receita, o acesso aos dados teria ocorrido em uma agência em Mauá, na Grande São Paulo, e duas servidoras estariam sendo investigadas. Dados sobre as quebras de sigilo devem ser enviados ao Ministério Público na próxima segunda-feira. Constrangimento Na mesma coletiva, o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou que o vazamento dos dados causou "preocupação" e "constrangimento", mas disse não ver motivação eleitoral no caso. "Não vislumbro nenhuma motivação eleitoral. Inclusive, na divulgação feita de nomes, constam empresários e pessoas notáveis da mídia que não têm vinculações políticas. Não sei como se fazer essa vinculação. No meu entendimento, não existe", disse. A revelação do suposto esquema de quebra de sigilos gerou uma verdadeira guerra de ações e ameaças entre petistas e tucanos. Na última quinta-feira, o PSDB entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República pedindo uma investigação sobre a suposta participação de integrantes do PT e do governo no vazamento. Em resposta, o PT prometeu processar Serra por "injúria e difamação" por declarações feitas pelo candidato a respeito do caso.
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