Projeções nos EUA confirmam avanço republicano

Resultados iniciais também mostram a vitória de duas estrelas do movimento conservador Tea Party: em Kentucky e na Flórida

BBC Brasil |

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Com a votação já encerrada em boa parte do país, as primeiras projeções sobre as eleições legislativas americanas indicam que candidatos republicanos ao Senado conquistaram vagas antes em poder dos democratas em pelo menos três Estados: Indiana, Arkansas e Dakota do Norte.

Os resultados iniciais também mostram a vitória de duas estrelas do movimento conservador Tea Party: em Kentucky, o republicano Rand Paul venceu o democrata Jack Conway, e na Flórida, Marco Rubio venceu o independente Charlie Christ e o democrata Knedrick Meek.

No entanto, uma das figuras de maior destaque do Tea Party nesta campanha, Christine O´Donnell, perdeu a corrida pelo Senado em Delaware para o democrata Christopher Coons.

Pesquisas de intenção de voto e cientistas políticos preveem uma virada no comando do Congresso nestas eleições. A previsão é de que o Partido Democrata, do presidente Barack Obama, perca o controle da Câmara dos Representantes e várias cadeiras no Senado.

Estão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 37 das cem vagas do Senado. Também serão eleitos governadores de 37 dos 50 Estados americanos.

Para assumir o controle da Câmara, os republicanos precisam conquistar 39 cadeiras – resultado que deixaria os democratas, que hoje têm 255 vagas, com 216 cadeiras.

No Senado, os republicanos precisariam ganhar 10 cadeiras para obter o controle.

Descontentamento

A eleição vem sendo encarada como um veredicto sobre os dois primeiros anos do governo de Obama, que assumiu prometendo mudanças mas ainda não conseguiu implementar muitos de seus projetos.

Os Estados Unidos conseguiram sair da recessão, mas o ritmo da recuperação econômica tem sido considerado lento demais para reduzir a taxa de desemprego, que permanece há vários meses em torno de 10%.

Especialistas afirmam ainda que as grandes conquistas dos primeiros anos de Obama na Casa Branca, como as reformas da saúde e do sistema financeiro, exigiram medidas impopulares e resultaram em queda nos índices de aprovação do presidente.

Nesse cenário de descontentamento da população e de uma certa apatia dos democratas, os republicanos ganharam força, ajudados pela popularidade do Tea Party, movimento que não é um partido político e reúne centenas de grupos conservadores espalhados pelo país.

Os membros do Tea Party se opõem às políticas do governo Obama e à presença do Estado em diversos setores da economia, e muitos candidatos republicanos apoiados pelo movimento ganharam destaque nesta campanha – em muitos casos desbancando políticos tradicionais do Partido Republicano nas primárias.

Segundo analistas, caso os republicanos realmente ganhem a maioria em uma das Casas – ou nas duas – Obama deverá enfrentar dificuldados para aprovar suas propostas até o fim de seu mandato.

Apelo

Nesta terça-feira, o presidente fez uma última tentativa de conquistar apoio para os candidatos democratas.

Em um e-mail enviado a seus partidários, o presidente agradeceu o apoio às conquistas de seus dois primeiros anos de governo, como as reformas da saúde e do sistema financeiro e a retirada de tropas do Iraque, e pediu que compareçam às urnas.

O presidente também telefonou, pelo segundo dia consecutivo, a diversas estações de rádio espalhadas pelo país, em entrevistas para ajudar a impulsionar o desempenho dos democratas.

A votação ainda está em andamento em diversos Estados. O último a encerrar a votação será o Alasca, à 1h da madrugada em Washington (3h em Brasília).

Em muitos dos Estados, além votar em candidatos ao Congresso e aos governos locais, os eleitores também participarão de referendos a respeito de cerca de 160 medidas.

Em um dos mais polêmicos, eleitores da Califórnia decidirão se apóiam ou não a legalização da maconha no Estado.

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