Projeções indicam derrota de Sarkozy em eleições regionais

O partido de centro-direita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, saiu derrotado das eleições regionais deste domingo, segundo indicam as projeções. Com mais de 80% dos votos contabilizados, as projeções no início da noite deste domingo indicavam que o UMP, o partido do governo, recebeu cerca de 35% dos votos, contra 54% dos rivais do Partido Socialista.

BBC Brasil |

A ultra-direitista Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, recebeu cerca de 10% dos votos, segundo os resultados divulgados pelo Ministério do Interior.

Se confirmados, os resultados deixarão a UMP com o controle de apenas uma das 22 regiões francesas - a Alsácia, no leste do país.

Reuters

Nicolas Sarkozy votando na manhã deste domingo

As eleições regionais deste domingo eram consideradas o principal teste eleitoral na França antes das eleições presidenciais de 2012.

Apesar de as eleições regionais terem tido como pauta questões locais como transportes públicos, muitos eleitores decidiram punir o governo central por causa da insatisfação com o alto nível de desemprego e os planos para a reforma de vários setores, incluindo o Judiciário e o sistema de pensões.

Insatisfação
No primeiro turno das eleições regionais, no domingo passado, menos da metade dos eleitores franceses foram às urnas.

Segundo a correspondente da BBC em Paris Jane Kirby, muitos franceses estão insatisfeitos com Sarkozy e consideram que ele não cumpriu a promessa eleitoral de tornar os cidadãos comuns mais ricos e de deixar a economia francesa mais competitiva.

Com 3 milhões de pessoas atualmente sem emprego, a França enfrenta hoje o maior nível de desemprego por décadas, enquanto uma série de reformas impopulares provocaram várias greves e protestos nos últimos meses.

Sarkozy sugeriu a possibilidade de uma pausa no ritmo das reformas após as eleições. Muitos analistas também acreditam numa reforma de gabinete por conta da derrota eleitoral.

Uma pesquisa recente indicou que 57% dos franceses desejam ver uma mudança no governo após as eleições deste domingo.

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