Primeira-ministra diz que houve fraude em eleições na Ucrânia

A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, afirmou neste sábado que irá questionar na Justiça os resultados das eleições presidenciais do último domingo, que deram vitória a Viktor Yanukovych, líder da oposição pró-Moscou que havia sido derrubado da Presidência em 2004, durante a chamada Revolução Laranja.

BBC Brasil |

AP
Primeira-ministra faz pronunciamento
Primeira-ministra faz pronunciamento
Em suas primeiras declarações públicas desde a apuração preliminar dos votos ter apontado que ela foi derrotada nas eleições por uma margem de menos de 4%, Tymoshenko afirmou que o pleito foi fraudado.

"Quero dizer de maneira clara: Yanukovych não é nosso presidente. O que quer que aconteça no futuro, ele nunca se tornará o presidente legitimamente eleito da Ucrânia", disse a primeira-ministra em um pronunciamento transmitido pela televisão.

"Hoje eu posso afirmar de maneira firme que as eleições na Ucrânia foram fraudadas. Isto não é uma declaração política, mas uma avaliação legal feita por juristas".

Acusações

Segundo ela, mais de um milhão de votos considerados na apuração não eram válidos. "Com todas essas provas, eu tomei a única decisão possível: questionar os resultados das eleições na Justiça", disse.

Apesar das acusações, observadores internacionais afirmaram que as eleições na Ucrânia do último domingo não tiveram indícios de fraudes. Yanukovych, por sua vez, pediu que sua rival pare de protestar e abandone o cargo de primeira-ministra.

Tymoshenko foi uma das líderes da chamada "Revolução Laranja", que em 2004 depôs Yanukovych do cargo de presidente após eleições consideradas fraudulentas.

No pronunciamento que foi ao ar neste sábado, no entanto, a primeira-ministra afirmou que não pedirá que as pessoas saiam às ruas para protestar, como fez em 2004.

"Não pedirei que as pessoas saiam às ruas, não permitirei confrontos públicos. Mais do que nunca, a Ucrânia precisa de calma e estabilidade. Por esta razão, utilizarei apenas meios legais (para questionar as eleições)", disse.

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