Premiê australiana busca apoio de independentes para formar governo

Mercados financeiros australianos fecharam em baixa, em meio a temores sobre a indecisão no governo australiano

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A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, está negociando com um grupo pequeno de parlamentares para tentar formar uma coalizão de governo que a mantenha no poder. No sábado, os australianos foram às urnas para eleger o novo governo do país .

AP
A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, do Partido Trabalhista, acena para partidários em Melbourne (21/08/2010)
O partido Trabalhista, de Gillard, não conseguiu a maioria parlamentar necessária para governar. O líder da oposição, Tony Abbott, diz que os trabalhistas perderam a legitimidade para governar, por não terem obtido a maioria dos votos.

Nesta segunda-feira, Julia Gillard foi à capital Canberra para negociar um acordo com três parlamentares independentes.

Mercado em crise

Os três políticos são praticamente desconhecidos entre o grande público australiano. No entanto, acredita-se que o futuro do novo governo está nas mãos dos três, que representam distritos rurais australianos.

Apesar de serem independentes entre si, os parlamentares Rob Oakeshott, Tony Windsor e Bob Katter passaram a negociar em bloco, em vez de buscar acordos individuais com a primeira-ministra. Alguns analistas australianos acreditam que as negociações para formação de um novo governo podem se arrastar por meses.

Nesta segunda-feira, os mercados financeiros australianos fecharam em baixa, em meio a temores sobre a indecisão no governo australiano. Os títulos do governo e a moeda local - o dólar australiano - fecharam em queda.

A contagem de votos continua na Austrália, mas com poucas chances de qualquer partido obter a maioria de 76 vagas no Parlamento, necessária para governar sem coalizão. Segundo a rede australiana de comunicação ABC, a previsão é de que os trabalhistas conquistem 72 vagas, contra 73 dos conservadores.

A primeira-ministra disse que fará de tudo para garantir que o governo se mantenha estável enquanto os votos são apurados. "Está claro que nenhum partido conquistou o direito de governar sozinho", disse Gillard, que assumiu o governo apenas há dois meses , depois de derrotar o então premiê Kevin Rudd na liderança do partido Trabalhista.

Depois de chegar ao poder, ela convocou novas eleições, na esperança de que seus bons índices de popularidade permanecessem altos até o dia do pleito. No entanto, nas últimas semanas, a rejeição à Gillard aumentou. Essa é a primeira vez desde 1940 que um partido não consegue conquistar a maioria parlamentar na Austrália.

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