O aumento dos ruídos nos oceanos afeta a distribuição dos peixes nos mares, sua capacidade de comunicação e reprodução

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Peixes estão sendo ameaçados por crescentes níveis de poluição sonora, segundo um estudo realizado por cientistas europeus.

A pesquisa, publicada na revista Trends in Ecology and Evolution, estudou o impacto que o barulho criado por plataformas de gás e petróleo, navios, barcos e sonares têm em espécies de peixes nos oceanos do mundo.

Segundo eles, a maioria dos peixes tem boa audição e os sons são parte ativa de suas vidas.
O aumento nos níveis de ruídos afeta a distribuição dos peixes nos mares e suas capacidades de reprodução, de comunicação se de evitar predadores.

“As pessoas sempre assumiram que o mundo dos peixes era silencioso”, disse o biólogo Hans Slabbekoorn, da Universidade de Leiden, na Holanda.

O estudo dimensiona a capacidade de audição dos peixes e concluiu que os ruídos gerados por seres humanos embaixo d’água têm o potencial de afetar os animais assim como o barulho do trânsito afeta animais terrestres como aves.

“O nível e a distribuição do barulho aquático está crescendo em uma escala global, mas recebe pouca atenção”, disse Slabbekoorn.

Alguns estudos relataram, por exemplo, que o arenque atlântico, o bacalhau e o atum-rabilho fogem de sons e formam cardumes menos coerentes em ambientes barulhentos.

Os cientistas constataram que a sensibilidade da audição varia de acordo com o peixe, que captam sons seja por um ouvido interno ou por uma linha lateral que corre ao lado do corpo de algumas espécies.

Bacalhaus do Atlântico, por exemplo, tem capacidade auditiva “média”, segundo os cientistas, enquanto o peixe dourado de água doce consegue ouvir frequências mais altas.

Assim, a distribuição dos peixes nos mares pode ser afetada, já que eles evitariam áreas com muitos ruídos.

No caso da comunicação, sabe-se que 800 espécies de peixes de 109 famílias produzem sons, geralmente em frequências menores do que 500Hz.

Os peixes emitem sons quando estão brigando por território ou por comida, em cardumes ou quando são atacados por predadores.

Até hoje, a maioria das pesquisas tinham sido focadas no impacto que o som poderia ter em mamíferos marinhos, tais como baleias e golfinhos.

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