Político britânico nega que sua assistente seja espiã russa

Katia Zatuliveter trabalhava no Parlamento britânico desde 2008

BBC Brasil |

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O parlamentar britânico Mike Hancock exortou as autoridades de segurança do país a provarem que sua assistente, Katia Zatuliveter, é mesmo uma espiã russa. A jovem de 25 anos foi presa na quinta-feira pelo MI5, o serviço de inteligência do país, e corre o risco de ser deportada, segundo o jornal Sunday Times. Se for confirmada a identidade secreta de Zatuliveter, essa seria a primeira vez desde o fim da Guerra Fria que um funcionário do Parlamento é acusado de espionar para a Rússia.

"Não tenho motivos para acreditar que ele tenha feito algo ilegal durante o período que trabalhou para mim", disse Hancock. "Eu a apoio 100% quando ela diz que não tem nada a esconder e que não fez nada de errado. Se ela realmente fez, então eles estão certos. Mas precisam provar suas acusações agora."

Estágio

O parlamentar, que integra a Comissão de Defesa da Câmara dos Comuns, disse que sua assistente não tinha acesso a documentos sigilosos. Zatuliveter começou a trabalhar como sua assistente em 2008, após fazer um estágio na Câmara dos Comuns e em outros órgãos europeus.

Em entrevista à BBC, o autor Chapman Pincher (especializado em espionagem), afirmou que a determinação do premiê russo de restaurar o status de seu país as ações de espiões russos estão se ampliando. "Eles eram uma superpotência até o colapso da União Soviética e querem retomar essa posição. Então, estão de volta aos negócios", afirmou Chapman. "Espionar aqui (na Grã Bretanha) está bem mais fácil agora, já que os recursos do MI5 foram direcionados para as ameaças terroristas."

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