Entre itens confiscados estão mansões, carros, iates e 60 contas bancárias

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Autoridades italianas apreenderam nesta terça-feira bens e propriedades que pertenceriam à máfia no valor total de quase US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,4 bilhões), na maior operação do tipo na história da Itália.

Entre os itens confiscados estão 40 empresas e centenas de terrenos e mansões nas províncias de Trapani, Palermo e Calábria - todas no sul do país. Além disso, há 60 contas bancárias e dezenas de carros e iates luxuosos, incluindo um catamarã de 14 metros.

Eles pertenciam ao empresário Vito Nicastri, de 54 anos, que é acusado de ter ligações com a Cosa Nostra, a máfia siciliana. Máfia 'verde' A polícia afirmou que as companhias de Nicastri controlavam principalmente fazendas de energia eólica e fábricas de painéis solares.

Acredita-se que grupos mafiosos passaram a investir no mercado de energias renováveis, em expansão em todo o mundo, para lavar dinheiro. Investigadores acreditam que Nicastro trabalhava para Matteo Messina Denaro, que seria o atual chefão da máfia italiana e líder da Cosa Nostra.

Ele é procurado pela polícia desde 1993, acusado de assassinato. Nicastro também teria ligações com a máfia na região da Calábria, sul do país, conhecida como 'Ndrangheta.

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