Polícia desmascara fraude ao achar digitais de 'morto' na certidão de óbito

Com a ajuda da mulher, britânico fingiu a própria morte para se beneficiar de um seguro de vida

BBC Brasil |

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Sophie Sánchez ajudou marido a cometer fraude
Um homem que encenou a própria morte foi desmascarado pela polícia após suas impressões digitais serem encontradas no certificado de óbito.

O britânico de origem equatoriana Afredo Sánchez, 47, que usava o codinome Hugo, vinha se passando por morto desde 2005 para se beneficiar de um seguro de vida milionário.

O ex-empregado da loja de discos e DVDs HMV em Marlow, a cerca de uma hora de Londres, esperava fraudar a sua apólice avaliada em cerca de US$ 1,5 milhão para pagar dívidas.

No início de janeiro de 2005, quando Sánchez não regressou de suas férias de fim de ano, a empresa recebeu uma ligação da sua esposa, Sophie, afirmando que o marido havia morrido de infarto no Equador e cremado.

Após apresentar um certificado de óbito e cremação, ela recebeu um pagamento no valor de cerca de R$ 300 mil de benefícios e passou a gozar de pensão para ela e os quatro filhos do casal.

Mas a história foi revelada após a polícia britânica identificar as marcas de impressão digital do suposto morto no certificado de óbito. Procurado havia cinco anos, Sánchez foi preso pela polícia australiana em Sydney, onde vivia há vários anos, e deve enfrentar um processo de extradição para a Grã-Bretanha.

Sophie já tinha sido presa no aeroporto de Heathrow, em Londres, em setembro do ano passado ao retornar da Austrália à Grã-Bretanha para o casamento da irmã. Ela cumpre pena de prisão de dois anos.

Segundo a polícia da região do Vale do Tamisa, na Grã-Bretanha, de onde partiu o pedido de prisão internacional, ambos conseguiram fraudaram cerca de dez companhias, recebendo cerca de R$ 350 mil e tentando obter o equivalente a R$ 1,6 milhão adicionais.

"Espero que este seja a última etapa de um longo caso", comemorou a detetive Jacqui Bartlett, ao comentar a prisão de Alfredo Sánchez na Austrália.

De acordo com informações do jornal australiano "The Daily Telegraph", ele compareceu a uma audiência na Justiça australiana nesta quinta-feira, e declarou que não se oporá a uma extradição para a Grã-Bretanha.

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