Polícia britânica investiga vínculo local de atentado na Suécia

Principal suspeito é Taimour Abdulwahab al-Abdaly, 29 anos, sueco de origem iraquiana que viveu na cidade de Luton

BBC Brasil |

selo

Um imóvel na Grã-Bretanha foi revistado pela polícia britânica na noite deste domingo como parte das investigações sobre o atentado a bomba que matou uma pessoa em Estocolmo, na Suécia, no sábado. Segundo a polícia, um mandado de busca foi executado no imóvel no condado de Bedfordshire, no centro-sul da Grã-Bretanha, de acordo com o Ato sobre Terrorismo, de 2000.

Um carro explodiu por volta das 17h (14h de Brasília) do sábado na região de Drottninggatan, em Estocolmo. Cerca de 15 minutos depois, uma segunda explosão ocorreu a 300 metros de distância do local. Testemunhas disseram que um homem encontrado morto após a segunda explosão teria consigo um dispositivo explosivo.

AFP
Taimour Abdulwahab al-Abdaly, em foto publicada em site de relacionamentos

Relatos não confirmados afirmam que o suposto suicida seria Taimour Abdulwahab al-Abdaly, de 29 anos, que viveu na cidade de Luton, em Bedfordshire.

Buscas

A polícia britânica diz que nenhuma prisão foi realizada e que nenhum material perigoso foi encontrado no imóvel revistado, mas as buscas devem continuar nesta segunda-feira. "Continuamos em contato próximo com as autoridades suecas. Não seria apropriado comentar sobre a investigação em andamento neste momento", afirmou um porta-voz do Ministério do Interior britânico.

Vários jornais, sites suecos e um fórum islamista na internet identificaram Abdaly, um sueco de origem iraquiana, como o suicida. Acredita-se que ele se detonou após tentar explodir um carro bomba em uma rua movimentada da capital sueca. Duas pessoas ficaram feridas pela explosão.

Segundo o analista de segurança da BBC Gordon Corera, os serviços de segurança britânicos devem investigar quanto tempo Abdaly passou no país e a importância desse período para seu ato. Eles devem também tentar identificar possíveis conexões com outros indivíduos na Grã-Bretanha.

Um perfil de Abdaly em um site de relacionamentos amorosos muçulmano o descreve como formado em fisioterapia pela Universidade de Berdfordshire. A instituição não comentou a informação. Abdaly disse ter nascido em Bagdá, no Iraque, e se mudado para a Suécia em 1992, antes de chegar à Grã-Bretanha, para estudar, em 2001. Ele disse ter se casado em 2004 e ter duas filhas pequenas. "Quero me casar de novo, e gostaria de ter uma grande família. Minha mulher concordou com isso", disse.

'Sociedade aberta'

O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, disse que os ataques do sábado são inaceitáveis na "sociedade aberta" sueca, descrita por ele como uma democracia que respeita diferentes culturas.

A polícia sueca investiga uma série de e-mails enviados pouco antes das explosões com ameaças de ataques por causa da participação sueca na coalizão militar internacional no Afeganistão. A Suécia mantém 500 soldados no país.

Os e-mails, com arquivos sonoros em MP3 em sueco e em árabe, foram enviados ao serviço de segurança sueco e à agência de notícias TT. Eles pediam que os mujahideen (combatentes islâmicos) se levantassem na Suécia e na Europa e prometiam que suecos "morrerão como nossos irmãos e irmãs".

Eles também atacaram o país por caricaturas do profeta Maomé desenhadas pelo artista sueco Lars Vilks. Se a natureza do ataque for confirmada, este terá sido o primeiro atentado suicida verificado na Suécia.

    Leia tudo sobre: estocolmobombasuéciaexplosãoterrorismogrã-bretanha

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG