Piñera diz que vai criar fundo para reconstrução no Chile

O novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta sexta-feira, um dia após ser empossado, que vai criar um fundo com recursos internacionais e do próprio país para a reconstrução das regiões devastadas pelo terremoto de 8.8 graus de magnitude e seguido de tsunami que atingiu o país dia 27 de fevereiro.

BBC Brasil |

"Vamos criar um fundo para reconstrução do país. Para isso, vamos fazer um esforço tremendo para reduzir o gasto público e usar recursos que foram poupados na época das vacas gordas da economia chilena."
"Vocês sabem que o Chile é um país quase sem dívida externa e com acesso a financiamentos internacionais."
O líder chileno destacou que a avaliação inicial é de que serão necessários US$ 30 bilhões para esta reconstrução.

Tremores secundários
Piñera disse que o Chile é hoje um país "mais pobre do que antes daquela catastrofe", que o número de mortos no desastre (452) deverá aumentar e que a fase da reconstrução demorará anos.

As declarações foram feitas durante entrevista a jornalistas chilenos e estrangeiros no palácio presidencial La Moneda, e após tremores secundários de 5 graus de magnitude ocorridos neste mesmo dia.

Na véspera, três tremores de forte intensidade marcaram a cerimônia da posse no Congresso nacional, na cidade de Valparaiso.

"A cerimônia foi mais rápida do que o programado porque surgiram três tremores e havia alerta de tsunami. Assim que os outros presentes saíram do Congresso, o prédio teve que ser evacuado", disse.

Seis meses
Piñera afirmou que o Chile, país sísmico e com vulcões, necessita melhorar o sistema de alerta de desastres e aprimorar a coordenação entre os organismos de emergencia.

Ele disse que mortes poderiam ter sido evitadas se estes sistemas tivessem funcionado melhor no desastre de fevereiro.

"Quero dizer aos chilenos que não há solução mágica e como presidente vou liderar a tarefa de reconstrução."
Piñera citou rapidamente o Brasil ao dizer que o grupo chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) será "prioridade" para o Chile. Empresário bilionário, ele afirmou que vai vender sua participação na companjhia aerea LAN como prometeu na campanha mas que o desastre acabou adiando isso.

Também nesta sexta-feira o ministro da Economia, Juan Andrés Fontaine, disse que em 60 dias a atividade economica estará em "franca recuperação".

Especialistas em sismologia afirmaram que o país viverá pelo menos 6 meses de tremores secundários.

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