Paraguai prende mais dois brasileiros por atentado

Sobe para quatro número de brasileiros acusados de envolvimento em ataque contra o senador Robert Acevedo

BBC Brasil |

A polícia da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, prendeu nesta quarta-feira mais dois brasileiros acusados de participação no atentado contra o senador Robert Acevedo, segundo assessores do Ministério do Interior do Paraguai. Com as prisões, sobem para quatro o número de brasileiros suspeitos de envolvimento com o atentado, ocorrido na segunda-feira em Pedro Juan Caballero.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Josué dos Santos e Daniel dos Santos seriam ligados ao grupo criminoso Primeiro Comando Capital (PCC), o que não foi confirmado pelo Ministério do Interior. A promotora do caso, Lourdes Peña, disse à BBC Brasil que se está "trabalhando com várias hipóteses", entre elas a de que os detidos seriam traficantes e ligados ao PCC.

"Tivemos uma conversa preliminar com o senador e começamos as investigações a partir de suas denúncias. Mas não há conclusões ainda. Estamos na etapa inicial da apuração dos fatos. Temos seis meses para realizar a investigação", disse, por telefone, não descartando que outros brasileiros possam ser presos.

Outros suspeitos

Os dois suspeitos presos nesta quarta-feira foram levados para o Departamento de Investigações da cidade de Pedro Juan Caballero, no departamento (Estado) de Amambay. De acordo com a polícia, eles teriam sido presos quando tentavam chegar à casa de um suposto traficante de drogas em um carro Gol branco, mas não foram revelados mais detalhes da operação.

Os outros dois brasileiros já tinham sido presos na terça-feira. Nevailton Marcos Cordeiro e Eduardo da Silva, também foram apontados pela imprensa paraguaia como integrantes do PCC, o que não foi confirmado oficialmente.

A rádio Ñanduti informou que soldados do Exército paraguaio e policiais realizam nesta quarta-feira operações conjuntas nas casas de supostos traficantes e de suspeitos pelo atentado contra o senador, que é do Partido Liberal, da base governista.

O presidente Fernando Lugo, acompanhado por um grupo de ministros, visitou o senador e vários locais de Amambay e dos outros departamentos nos quais, desde sábado, impera o estado de exceção. A medida foi implementada por Lugo, após aval do Congresso Nacional, para capturar integrantes do grupo rebelde EPP (Exército do Povo Paraguaio).

De acordo com o governo, o grupo seria ligado às FARC (Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia) e responsável pela morte de quatro pessoas na semana passada. Entre os mortos estariam dois brasileiros, de acordo com fontes do governo do Brasil. Segundo a polícia, até o momento, não existem indícios de ligação entre o EPP e o crime contra o senador paraguaio.

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