Paquistão monitorará sites contra material ofensivo ao Islã

No total, serão observados 24 sites, incluindo Google, Yahoo, YouTube e Hotmail; páginas individuais poderão ser bloqueadas

BBC Brasil |

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AFP
Islâmicos paquistaneses protestam contra publicação de caricaturas do Profeta Maomé no Facebook (20/05/2010)
O Paquistão anunciou nesta sexta-feira que passará a monitorar alguns dos maiores sites do mundo, como Google e Yahoo, em busca de conteúdo considerado ofensivo a muçulmanos.

Inspetores do governo vão bloquear páginas consideradas impróprias.

Além dos dois sites citados, vão ser observados YouTube, Amazon, MSN, Hotmail e Bing, além de outros 17 sites.

O responsável pelo órgão paquistanês que coordena as Telecomunicações, Khurram Mehran, disse que páginas individuais podem ser bloqueadas sem afetar o resto do site.

Em maio, o Paquistão proibiu acesso à rede social Facebook depois que usuários do site realizaram uma competição para desenhar o Profeta Maomé.

Muitos muçulmanos consideram ofensiva qualquer representação de Maomé, mesmo favorável. A restrição ao Facebook foi suspensa após duas semanas, quando o site tirou do ar a competição.

Em 2007, o Paquistão proibiu por alguns dias o YouTube, supostamente para bloquear material ofensivo ao governo do então presidente.

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