Paquistão anuncia nova comissão para investigar morte de Bin Laden

Objetivo de órgão é apurar falhas que levaram à presença de terrorista no país e à incursão americana que causou sua morte

BBC Brasil |

selo

O Paquistão está formando uma nova comissão de inquérito para apurar as falhas de segurança e de inteligência que levaram à presença no país do líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden , e à incursão militar americana que causou a sua morte . Um grupo de investigação anterior, nomeado a pedido do Parlamento pelo primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani, ficou marcado por disputas políticas e por questionamentos sobre a sua legalidade.

Primeiro na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos, Bin Laden foi morto em 2 de maio, em uma operação conduzida por uma unidade de elite do Exército americano em Abbottabad , a 100 km da capital paquistanesa, Islamabad.

Em Abbottabad, o líder da Al-Qaeda estava escondido em uma mansão a menos de 1 km da Academia Militar do Paquistão, a principal base militar do país. Acredita-se que ele tenha morado por pelo menos um ano no local.

A operação militar americana em território paquistanês que levou à morte de Bin Laden foi condenada no Parlamento paquistanês , sendo considerada uma violação da soberania do país. Enfurecidos, legisladores exigiram uma investigação independente. No entanto, depois de um mês da polêmica, ainda nada foi feito.

P rocedimentos legais

A comissão de inquérito formada pelo primeiro-ministro, que seria chefiada por um ministro da Suprema Corte de Justiça, acabou sendo inviabilizada antes de começar os trabalhos, por ter supostamente violado procedimentos legais ao ser formada.

Agora, o ministro da Lei paquistanês, Maula Baksh Chandio, afirma que consultas estão sendo feitas para que não haja qualquer problema com a formação da nova comissão. Segundo a repórter da BBC Brenda Marshall, muitas pessoas no Paquistão estão céticas sobre se todos os fatos envolvendo as falhas de inteligência e de segurança relacionadas a Bin Laden e a sua morte serão revelados na investigação.

As forças de segurança do Paquistão, incluindo alguns de seus altos funcionários, foram alvo de suspeitas de colaboração e cumplicidade com a Al-Qaeda. Logo depois da morte de Bin Laden, o chefe da Inteligência paquistanesa entregou seu cargo, mas sua demissão não foi aceita.

Desde então, vários suspeitos de ajudar os americanos a localizar o líder da Al-Qaeda em território paquistanês foram detidos , mas nenhuma medida foi tomada contra oficiais do Exército ou contra altas autoridades de segurança do país.

O líder da Al-Qaeda era acusado de comandar dezenas de atentados, incluindo as explosões em duas embaixadas americanas no Leste da África em 1998 e os ataques do 11 de Setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil mortos no World Trade Center, em Nova York, no Pentágono, em Washington, e na queda de um avião na Pensilvânia.

    Leia tudo sobre: euabin ladenterrorismoal-qaedapaquistãoseals

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG