Pai e monge acusados de matar menina de 13 anos durante 'exorcismo' no Japão

Os dois teriam amarrado menina à cadeira e jogado água de uma altura de 2,5 metros, em prática batizada de 'ablução por cachoeira'

BBC Brasil |

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Um monge e o pai de uma menina de 13 anos foram presos no Japão acusados de matá-la durante um ritual de exorcismo, segundo a mídia local. Kazuaki Kinoshita, monge do grupo religioso Nakayama-shingo-shoshu, derivado de uma seita budista, e Atsushi Maishigi, de 50 anos, teriam amarrado a menina Tomomi em uma cadeira e jogado água sobre ela de uma altura de 2,5 metros, em uma prática batizada de "ablução por cachoeira".

Segundo o jornal Yomiuri Shimbun, o pai de Tomomi disse à polícia: "Minha filha estava possuída, então realizamos um ritual nela para exorcizar os demônios e para que ficasse bem." "Mas ela resistiu e se tornou violenta, então tivemos de amarrá-la a uma cadeira."

Problemas mentais

A menina sofreria de problemas mentais e físicos desde o fim do ensino fundamental e já teria sido exposta à prática mais de cem vezes desde março, pouco antes de deixar de frequentar a escola, segundo relatos da mídia japonesa.

Na noite de terça-feira, a menina teria ficado embaixo do jato d'água por cinco minutos, antes de desmaiar. Uma ambulância foi chamada ao local, e a menina foi levada a um hospital, onde foi declarada morta por asfixia. Os dois acusados negam as alegações. "Nossas ações buscavam exorcizar os espíritos do mal e não eram abuso físico", teriam dito à polícia, segundo o jornal Mainichi Daily News.

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