Obama inicia caravana em Estados cruciais para eleição de 2012

Viagem para promover o plano de empregos passará pela Carolina do Norte e Virgínia, onde Obama teve vitória apertada em 2008

BBC |

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Em clima de campanha, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou à estrada nesta segunda-feira em uma viagem de ônibus que vai percorrer 900 km pelo sul do país. Anunciada pela Casa Branca como uma turnê para promover o plano de empregos apresentado por Obama ao Congresso no mês passado, a caravana passa por dois Estados considerados importantes nos esforços do presidente para conquistar um segundo mandato nas eleições de 2012.

AP
Presidente Barack Obama faz discurso no Aeroporto Asheville, em Fletcher, Carolina do Norte

A primeira parada do roteiro é a Carolina do Norte, considerada por analistas estratégica na campanha de reeleição de Obama por conta de sua população formada por minorias e jovens eleitores, dois grupos que foram cruciais para sua eleição em 2008. Na terça-feira, o presidente segue para a Virgínia. Em ambos os Estados, ele obteve uma vitória apertada na eleição passada.

A bordo de um ônibus blindado, Obama vai fazer paradas em pequenas comunidades e conversar com a população, em busca de apoio para sua proposta sobre geração de empregos. O roteiro prevê pelo menos três grandes discursos, além de visitas a escolas, quartéis do corpo bombeiros, pequenas empresas e comunidades rurais.

Na quarta-feira, a primeira-dama, Michelle Obama, se une ao marido na parte final do trajeto.

Republicanos

Enquanto Obama estiver em sua turnê, os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer nas eleições de 2012 estarão se dirigindo a Las Vegas, onde participam de um debate na terça-feira.

Assim como ocorreu na viagem de ônibus feita por Obama há dois meses por Estados do meio-oeste, a nova caravana é realizada sob críticas dos republicanos, que afirmam que o presidente está mais preocupado em fazer campanha do que em cumprir suas funções em Washington.

Em um comunicado, a campanha do pré-candidato Mitt Romney, que até agora aparece entre os líderes nas pesquisas de intenção de voto do Partido Republicano, disse que durante o governo de Obama a Carolina do Norte perdeu mais de 125 mil empregos e enfrenta uma taxa de desemprego de dois dígitos.

O giro de Obama também começa depois da divulgação dos dados mais recentes sobre a arrecadação dos candidatos. No terceiro trimestre, a campanha de Romney arrecadou mais de US$ 14 milhões (cerca de R$ 24 milhões), atrás somente dos US$ 17 milhões (cerca de R$ 29 milhões) obtidos pelo governador do Texas, Rick Perry, que também aparece bem posicionado nas pesquisas.

Os valores, porém, ficam muito abaixo dos US$ 70 milhões (cerca de R$ 121 milhões) arrecadados pela campanha de Obama no mesmo período.

Plano de empregos

Desde a última grande turnê de Obama, em agosto, o desemprego não saiu do patamar de 9%, os índices de aprovação do presidente continuam baixos e o temor de que os EUA entrem em nova recessão se agravou ainda mais.

Além disso, os protestos iniciados no mês passado com o movimento “Ocupe Wall Street” , em Nova York, se espalharam pelo país, em manifestações contra o alto nível de desemprego, as grandes corporações e a desigualdade.

Durante a viagem, Obama pretende reforçar a mensagem de que seu plano no valor de US$ 447 bilhões (cerca de R$ 775 bilhões) é a melhor solução para reduzir os índices de desemprego – uma das maiores preocupações do eleitorado americano.

O plano prevê, entre outros pontos, investimentos em infra-estrutura, para incentivar a geração de empregos na construção civil, e cortes de impostos para pequenas empresas que contratarem novos funcionários. Um dos itens mais polêmicos é o que prevê um aumento de impostos para milionários , rejeitado pelos republicanos, que se recusam a aceitar qualquer medida que signifique aumento de impostos.

Na semana passada, o projeto foi derrotado no Senado – onde o Partido Democrata, de Obama, tem a maioria. No entanto, a Casa Branca busca agora dividir o plano em propostas menores e independentes, para tentar obter apoio a pelo menos parte das medidas.

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