Obama defende reação do governo a vazamento no Golfo

O presidente americano também anunciou o afastamento da diretora da agência reguladora de petróleo dos EUA

BBC Brasil |

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta quinta-feira a reação de seu governo ao vazamento de petróleo no Golfo do México e anunciou uma série de medidas, entre elas uma nova moratória para exploração em alto-mar.

"Aqueles que pensam que nós fomos lentos na nossa resposta ou que nos faltou senso de urgência não conhecem os fatos", disse o presidente em entrevista coletiva em Washington.

"O povo americano precisa saber que desde o momento que o desastre começou, o governo federal liderou os esforços de resposta", afirmou. "Essa foi a nossa prioridade desde que esta crise começou."

O vazamento de petróleo no Golfo do México começou há mais de um mês, depois que uma plataforma operada pela petroleira britânica BP (British Petroleum) explodiu e afundou, matando 11 funcionários.

Desde então milhões de litros de petróleo foram despejados na costa americana, provocando um desastre ambiental e crescentes críticas à atuação do governo.

Uma pesquisa de opinião revela que cerca de 60% dos americanos estão insatisfeitos com a reação do governo ao problema.

Nesta quinta-feira, Obama prometeu responsabilizar a BP pelo desastre e disse que é o governo, e não a petroleira, quem está no comando.

Medidas
Obama anunciou que vai estender por mais seis meses a suspensão de novas permissões para explorar petróleo em águas profundas na costa americana.

Essa decisão marca uma mudança de postura do governo, que no fim de março havia anunciado a proposta de ampliar a exploração marítima de petróleo e gás, dando fim à proibição de perfurar em algumas áreas em alto-mar.

Na ocasião, Obama afirmou que o plano tinha o objetivo de reduzir a dependência externa de energia e buscava equilibrar a demanda com a necessidade de proteção ambiental.

Nesta quinta-feira, o presidente também anunciou a suspensão das operações em 33 plataformas petrolíferas no Golfo do México.

Pouco antes das declarações de Obama, o governo anunciou a saída de Elizabeth Birnbaum do comando do Serviço de Gestão de Minerais (MMS, na sigla em inglês), que supervisiona a exploração de gás e petróleo.

O presidente voltou a criticar a relação "escandalosamente próxima" entre petroleiras e agências reguladoras e disse que agentes encarregados de conceder permissões de exploração não serão mais responsáveis por garantir a segurança.

Avanços
As declarações de Obama foram feitas no dia em que a BP afirma estar conseguindo avanços em sua nova tentativa de conter o vazamento.

Uma estratégia iniciada na quarta-feira, que consiste em tentar estancar o vazamento com uma mistura de líquido pesado e cimento, parece estar dando resultados, segundo o chefe da Guarda Costeira americana, Thad Allen. Allen disse, porém, que ainda é cedo para saber se a operação foi completamente bem-sucedida.

O vazamento está localizado a 1.524 metros de profundidade e, segundo estimativas do Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, tem derramado entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo por dia na costa americana. Todas as tentativas anteriores de resolver o problema fracassaram.

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