Nigéria resgata estrangeiros sequestrados no Delta do Níger

Americanos, frances, indonésios e canadense estão entre 19 reféns libertados após ataque do Exército nigeriano

BBC Brasil |

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AFP
Os franceses Patrick Wezer e Gilles Mignon, sequestrados no Delta do rio Níger e resgatados pelo Exército da Nigéria
O Exército nigeriano resgatou 19 reféns que haviam sido sequestrados no Delta do rio Níger, incluindo vários estrangeiros, segundo anunciaram autoridades do país.

Dois americanos, dois franceses, dois indonésios e um canadense estavam no grupo resgatado após um ataque por terra, pelo ar e pelo mar.

Fontes dos serviços de segurança afirmaram à BBC que os reféns estavam eufóricos com o resgate. A operação foi o primeiro resgate de sucesso de reféns estrangeiros no Delta sem que qualquer refém fosse morto durante a ação.

Plataforma

Ainda não há informações claras sobre onde a operação ocorreu, nem se os militantes responsáveis pelo sequestro foram mortos ou feridos. Os estrangeiros foram capturados no dia 8 de novembro, quando homens armados atacaram uma plataforma de petróleo da companhia britânica Alfren PLC. Oito nigerianos do grupo foram sequestrados uma semana depois em uma plataforma da ExxonMobil no Estado de Akwa Ibom, em uma ação reivindicada pelo Mend, um grupo rebelde que opera no Delta do Níger.

O Canadá e a França expressaram seu alívio com a libertação de seus cidadãos e agradeceram às autoridades nigerianas pelos esforços. Segundo a correspondente da BBC em Lagos Caroline Duffield, a operação de resgate marca uma mudança de tática no Exército nigeriano, que trabalhou em conjunto com contatos locais para libertar os reféns.

Produção cortada

A violência na região do Delta do Níger, rica em petróleo, vem diminuindo desde o ano passado. No passado, a ação dos militantes rebeldes da região chegou a cortar a produção de petróleo do país em um terço, provocando o aumento nos preços globais.

O governo e muitos militantes concordaram com um cessar-fogo no ano passado em troca de pagamentos e treinamentos profissionais aos guerrilheiros desarmados, mas uma pequena facção do grupo Mend retomou os sequestros. Segundo a correspondente da BBC, sempre houve temores de que uma nova geração de militantes poderia aparecer e ignorar o cessar-fogo.

Também há sinais de que a anistia não está funcionando como o desejado, após um ataque com uma bomba incendiária contra a casa do assessor presidencial Timi Alaibe na semana passada.

O grupo Mend diz estar lutando para que as amplas reservas de petróleo da Nigéria sejam usadas para beneficiar a área do Delta do Níger, onde o petróleo é extraído. Mas grupos criminosos vêm se aproveitando da instabilidade na região para fazer dinheiro com extorsões pagas pelas companhias petroleiras e com o roubo de petróleo.

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