Netanyahu diz que ação contra frota ocorreu 'dentro da lei'

Declaração é feita durante inquérito que investiga o ataque de maio à frota humanitária à Faixa de Gaza, que deixou 9 mortos

BBC Brasil |

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O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira que Israel agiu "de acordo com as leis internacionais" no ataque à frota de ajuda humanitária à Faixa de Gaza . A declaração foi feita durante inquérito que investiga o ataque, em que nove ativistas turcos foram mortos.

AP
Primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, fala com imprensa no Canadá após ataque de Israel contra frota (31/05/2010)
Israel afirma que o inquérito será uma "investigação cuidadosa" dos eventos ocorridos em maio passado, quando a frota tentava furar o bloqueio israelense ao território. O ataque desatou uma crise diplomática entre Israel e Turquia , além de protestos em vários países.

"Estou convencido de que no fim da investigação, ficará claro que o Estado de Israel e as IDF (sigla em inglês para as Forças de Defesa Israelenses) agiram de acordo com as leis internacionais", disse o premiê. Na ocasião, autoridades israelenses alegaram que os ativistas estavam determinados a atacar os soldados que participavam da ação militar. Autoridades turcas descreveram a ação como "terrorismo de Estado".

A comissão de inquérito foi criada em meio a intensa pressão internacional para que fosse investigado o caso. Alguns observadores, entretanto, afirmam que a comissão dificilmente conseguirá responder por que a operação terminou dessa forma.

O governo de Israel aliviou o bloqueio à Faixa de Gaza em meio a fortes críticas de países aliados, permitindo a entrada de mais alimentos e outros produtos. Netanyahu não terá de defender a política israelense em relação a Gaza diante da comissão, e parte de seu depoimento poderá ser feita de forma privada.

O ministro da Defesa israelense e o chefe do Exército também deverão prestar depoimento nesta semana. Observadores afirmam que os próximos inquéritos internacionais sobre o tema poderão ser mais analíticos e críticos sobre a política do governo israelense no território.

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