Na África do Sul, Dilma pede fim imediato da repressão na Síria

Sem fazer menção direta ao regime de Assad, presidenta pede 'diálogo nacional' para solucionar conflito

BBC Brasil |

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AFP
Dilma é recebida em Pretória pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma
A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil quer o fim imediato da repressão na Síria, onde o governo tem reagido com violência a protestos contra o regime do líder Bashar al-Assad.

Apesar de não fazer nenhuma menção direta ao regime sírio, a declaração mostra uma posição mais contundente do que a que vinha sendo adotada pelo governo brasileiro até agora.

No discurso no Fórum do Ibas (grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória, diante dos demais chefes de Estado, Dilma pediu um diálogo nacional para que se chegue à paz na Síria.

"Muito se fala da responsabilidade de proteger. Pouco se fala da responsabilidade ao proteger. Esta responsabilidade ao proteger foi objeto das iniciativas da África do Sul, da Índia e do Brasil", disse Dilma. "Na Síria, nós defendemos o fim imediato da repressão e encorajamos o diálogo nacional para lograr uma saída não violenta."

Conselho de Segurança da ONU

Na semana passada, a ONU afirmou que o número de mortos no conflito entre manifestantes e forças do governo sírio já passou de três mil desde o início dos protestos .

Em agosto, Brasil, Índia e África do Sul se abstiveram em uma votação no Conselho de Segurança da ONU que criticava o regime de Assad pela violência. Os três países também enviaram uma missão conjunta de observadores à Síria.

No Fórum do Ibas, a presidente Dilma se manifestou ainda contra a ação armada da comunidade internacional na Líbia. Este ano, França e Grã-Bretanha bombardearam posições do antigo regime de Muamar Kadafi, segundo os países, obedecendo a uma resolução da ONU.

O bombardeio foi crucial para derrubar Kadafi. "Na Líbia, atuamos orientados pela certeza de que intervenções armadas e especialmente as realizadas com base no direito internacional não trazem a paz, nem protegem os direitos humanos", disse a presidente.

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