Ministro que queria mudar lei de blasfêmia é morto no Paquistão

Shahbaz Bhatti alegava que lei que prevê pena de morte para quem insultar o isã era usada para perseguir minorias religiosas

BBC Brasil |

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O Ministro paquistanês para as Minorias, Shahbaz Bhatti, foi morto por dois homens que abriram fogo contra seu carro na capital Islamabad, segundo informações de funcionários de um hospital.

Bhatti estava passando por um bairro residencial a caminho do trabalho, quando o veículo em que viajava foi atingido por vários tiros.

AFP
Parente de ministro assassinado chora ao ver seu carro baleado em Islamabad

Bhatti, de 42 anos, era o único ministro cristão do gabinete e um dos líderes do Partido Popular do Paquistão, que governa o país. Em Janeiro, ele disse à BBC que iria ignorar ameaças de morte que ele havia recebido de militantes islâmicos por sua tentativa de reformar a lei da blasfêmia no país.

A lei da blasfêmia prevê a pena de morte para qualquer um que insulte o islã, mas Bhatti alegava que ela era usada para perseguir minorias religiosas.

"Me disseram que se eu continuar a campanha contra a lei da blasfêmia, eu serei assassinado, eu serei decapitado, mas as forças da violência, as forças do extremismo não conseguem me atingir, não conseguem me ameaçar", ele disse.

No dia 4 de janeiro, o governador da Província de Punjab Salman Taseer , que também havia criticado a lei da blasfêmia, foi morto por um de seus seguranças.

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