Mianmar dá início a eleições inéditas em duas décadas

Mianmar começou a abrir neste domingo seus postos de votação para as primeiras eleições nacionais do país em 20 anos

BBC Brasil |

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Enquanto os generais no poder dizem que o pleito marcará uma transição para um regime democrático civil, críticos na oposição alegam que o processo é uma farsa. Observadores internacionais e jornalistas estrangeiros não foram autorizados a acompanhar o processo eleitoral.

O principal partido da oposição, a Liga Nacional para a Democracia, liderado pela Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi, está boicotando as eleições. Suu Kyi foi vetada do pleito pelas leis do país. Em 1990, seu partido venceu as eleições, mas foi impedido de assumir o poder.

Boicotes

Participam do pleito 37 partidos e cerca de 3 mil candidatos, sendo que dois terços deles concorrem em legendas apoiadas pela junta militar no poder. Segundo a oposição, autoridades estariam ameaçando demitir de seus empregos trabalhadores que não votassem para os candidatos oficialistas.

Na véspera das eleições, a polícia patrulhava as ruas do país, e lojas fecharam suas portas. A mídia estatal instou os cidadãos a votar e advertiu contra boicotes. A internet saiu do ar nos últimos dias no país, o que, segundo críticos, é uma tentativa da junta militar de restringir as comunicações durante o período eleitoral.

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