Merkel contradiz Sarkozy e nega que vá deportar ciganos

Chanceler alemã negou que fosse seguir o exemplo da França

BBC Brasil |

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A chanceler alemã, Angela Merkel, negou que tenha discutido nesta quinta-feira o tema da deportação de ciganos (também conhecidos como romas) com o presidente francês, Nikolas Sarkozy, durante a Cúpula da União Europeia, em Bruxelas. O líder francês disse durante uma entrevista coletiva à imprensa que Merkel havia dito a ele que pretende seguir o exemplo francês e iniciar em breve a deportação de ciganos.

Sarkozy acrescentou acreditar que o tema será bastante controverso politicamente na Alemanha. Mas um porta-voz da chanceler negou com veemência que Merkel tenha discutido o assunto com Sarkozy, muito menos tocado no tema de deportações.

"A chanceler Merkel não discutiu os chamados acampamentos ciganos na Alemanha com o presidente francês, nem durante o encontro ou em suas margens. E de forma alguma, ela falou sobre deportação", disse um comunicado emitido por seu porta-voz Steffen Seibert.

Kosovo

A expulsão de ciganos vem sendo debatida na Alemanha. Segundo acordo fechado em abril, 14 mil refugiados do conflito de Kosovo devem voltar ao país. Dez mil deles são ciganos. A ONU afirmou que pelo menos metade destes ciganos é de crianças, a maioria tendo nascido e crescido na Alemanha. Mas ao contrário dos Roma expulsos pela França, estes ciganos não têm o direito de voltar já que o Kosovo não é parte da União Europeia.

Durante o encontro em Bruxelas, Sarkozy discutiu com o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), Durão Barroso, por causa da expulsão de centenas de romas do território francês. Desde agosto, a França já desmantelou 200 assentamentos ciganos e deportou cerca de mil pessoas para a Romênia e a Bulgária.

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