Mancha de petróleo nos EUA triplicou nos últimos dias, dizem cientistas

A mancha de petróleo que atinge o Golfo do México e a costa do sul dos Estados Unidos triplicou de tamanho nos últimos dias e já mede mais de 200 km, segundo análise de imagens de satélite feita por cientistas da Universidade de Miami. Ventos fortes e águas agitadas estão dificultando os trabalhos para controlar a mancha, provocada por um vazamento ocorrido depois que uma plataforma de perfuração de petróleo explodiu e afundou no mar.

BBC Brasil |

Acredita-se que o equivalente a até 5 mil barris de petróleo estejam vazando para o mar a cada dia, desde o desastre, na semana passada. A Guarda Costeira tenta conter o avanço da mancha usando milhares de metros de barreiras absorventes colocadas no mar do Golfo do México, mas as marés estão empurrando a barreira para a costa. O mau tempo ainda impediu a ajuda de embarcações pequenas e de aviões militares, destacados para pulverizar substâncias químicas que ajudam a dispersar o petróleo.

Visita de Obama

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve visitar a costa do Estado da Louisiana, o primeiro a ser atingido pela mancha, na sexta-feira. Flórida, Mississippi e Alabama também estão ameaçados e já declararam estado de emergência.

O presidente da British Petroleum (BP), Tony Hayward, que operava a plataforma também deve visitar a costa da Louisiana no domingo. A empresa britânica vem sendo fortemente criticada pela maneira como respondeu ao incidente, inclusive por Obama, que disse que a BP "é, em última análise, a responsável pelo pagamento dos custos da limpeza e das operações". "Mas estamos preparados para cumprir nossa responsabilidade em todas as comunidades afetadas", completou o presidente.

A empresa disse que já começou a usar substâncias dispersantes debaixo d'água, em uma tentativa de interromper o vazamento em sua fonte. A BP afirmou ainda que despachou veículos operados por controle remoto para tentar fechar a válvula submarina por onde está saindo o petróleo, mas ainda sem sucesso.

Neste sábado, duas plataformas de exploração de gás natural interromperam seus trabalhos, e uma delas foi evacuada, "por medida de segurança". Autoridades acreditam que este pode se tornar o pior desastre ambiental da história americana. As áreas pantanosas da costa da Louisiana abrigam centenas de espécies de animais selvagens, além de servirem para a indústria da pesca.

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