Líder supremo do Irã nega que país esteja buscando armas nucleares

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, negou que seu país esteja desenvolvendo armas nucleares, um dia depois de um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, ter levantado esta possibilidade. Khamenei afirmou que não há base para sustentar essas suspeitas e que as crenças dos iranianos não nos permitem usar tais armas (atômicas).

BBC Brasil |


"Não acreditamos em armas atômicas e não as estamos buscando", afirmou.

Segundo o relatório, a AIE teria informações "consistentes e confiáveis" sobre as atividades nucleares conduzidas pelo Irã e as organizações envolvidas, com detalhes técnicos e cronograma.

"Isto levanta preocupações a respeito da possível existência no Irã de atividades secretas, no passado ou atuais, relacionadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil", diz o documento.

Para a AIEA, a demora do Irã em cooperar com inspetores da agência levanta suspeitas de que haja "dimensões militares" no programa nuclear do país.

Armas

O Irã diz que seu programa nuclear é pacífico. Mas uma recente medida para aumentar o grau de enriquecimento de urânio nas instalações do país - de cerca de 3,5% para 20% - levantou a suspeitas sobre possíveis ambições militares de Teerã.

O país precisaria ser capaz de enriquecer urânio a mais de 90% para fabricar uma bomba.

Enquanto isso, o governo iraniano anunciou o lançamento do primeiro destróier nacional, que seria direcionado para o Golfo Pérsico.

Segundo reportagens, o navio Jamaran seria equipado com um sofisticado sistema de radar, mísseis para defesa contra navios e aviões, além de torpedos e armas navais.

Reações

Após o relatório da AIEA, países ocidentais e a Rússia, normalmente mais simpática em relação a Teerã, expressaram sua preocupação com o comportamento nuclear iraniano.

"Sempre dissemos que se o Irã não cumprir suas obrigações internacionais haverá consequências", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Os EUA disseram que o relatório é "perturbador", porque mostra que o Irã tem diminuído sua cooperação com a AIEA. O país é favorável a uma quarta rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU.

Para a Alemanha, o texto "confirma as grandes preocupações" com o programa iraniano.

"A persistente postura de desafio às resoluções da ONU e a manutenção de perigosas políticas nucleares por parte de Teerã estão forçando a comunidade internacional a buscar sanções mais amplas", disse um porta-voz do governo alemão.

Já a Rússia afirmou que o Irã precisa cooperar mais ativamente com a AIEA para convencer o mundo de que seu programa atômico tem fins pacíficos.


Veja o infográfico

* Com AFP e Reuters

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