Líder norte-coreano faz rara visita à China, diz agência

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, está fazendo uma rara visita à China, indicam relatos e imagens vindos da região. Na manhã desta segunda-feira, seu trem particular teria entrado no território chinês pela cidade fronteiriça de Dandong a caminho da cidade portuária de Dalian.

BBC Brasil |

Horas depois, imagens mostraram um homem parecido com Kim saindo de um hotel na cidade. "Confirmamos a chegada de um trem especial a Dandong e acreditamos que seja muito possível que o líder Kim esteja a bordo", disse um oficial não identificado do governo chinês à agência estatal de notícias da Coreia do Sul, Yonhap. O governo sul-coreano disse que não podia confirmar os relatos, mas admitiu que havia rumores sobre uma possível viagem do líder norte-coreano há várias semanas. Kim Jong-il tem o hábito de viajar de trem. Normalmente, suas visitas não são confirmadas até que ele retorne à Coreia do Norte. Acredita-se que Kim não tenha viajado para o exterior desde sua última visita à China, em 2006. A China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte e é vista como o país de maior influência sobre o Estado comunista liderado por Kim Jong-il. 'Trem especial' Não está claro se Kim seguirá para Pequim para se encontrar com líderes chineses. A visita, se confirmada, acontece em momento de preocupação internacional com a situação da Coreia do Norte. Analistas sugerem que Kim poderia estar procurando ajuda econõmica de Pequim após uma desastrosa reforma monetária feita no ano passado no país, que piorou a inflação. A China, por sua vez, poderia aproveitar a ocasião para pedir à Coreia do Norte que retome as negociações para pôr fim a suas ambições nucleares. Mas a Coreia do Sul disse que as negociações não poderão recomeçar se houver evidência de que a Coreia do Norte afundou o navio de guerra Cheonan. O navio foi para o fundo do mar no dia 26 de março, perto da disputada fronteira marítima entre as duas Coreias, após uma inexplicável explosão. O incidente deixou 46 marinheiros sul-coreanos mortos.

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