Líder liberal-democrata britânico discute possível coalizão com conservadores

O líder do Partido Liberal Democrata da Grã-Bretanha, Nick Clegg, conversará neste sábado com membros de seu partido sobre a oferta dos conservadores para a formação de uma aliança. O Partido Convervador obteve o maior número de assentos no Parlamento nas eleições gerais de quinta-feira, mas não conseguiu a maioria absoluta de 326 cadeiras.

BBC Brasil |

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O líder conservador, David Cameron, disse nesta sexta-feira que enxerga diversas "áreas comuns" nas propostas do seu partido e dos liberais-democratas e que tem uma "ampla oferta aberta" para formar uma aliança com o partido. Pela Constituição britânica, o primeiro-ministro que já está no poder em um Parlamento sem maioria absoluta tem o direito de fazer a primeira tentativa de formar uma coalizão para governar. Mas o primeiro-ministro, Gordon Brown, cujo Partido Trabalhista ficou em segundo lugar, disse que "respeita" o direito de Clegg negociar com Cameron primeiro. Segundo o premiê, se essas negociações falharem, ele iniciaria conversas com os liberais-democratas. A expectativa é de que Nick Clegg enfrente oposição em seu partido a um potencial acordo com os conservadores e que Cameron também tenha problemas para incluir os liberais-democratas em seu gabinete. Primeira vez em 36 anos Pela primeira vez desde 1974, a Grã-Bretanha sai de uma eleição geral sem que um partido tenha alcançado a maioria absoluta para formar um novo governo. Os conservadores obtiveram pelo menos 298 cadeiras, os trabalhistas - partido do primeiro-ministro, Gordon Brown - 253 e os liberais-democratas 54. David Cameron tenta chegar ao poder após 13 anos de governo dos trabalhistas. O pleito elegeu parlamentares e representantes distritais em 164 áreas em toda a Grã-Bretanha. No total, quase 4.150 candidatos disputaram estas eleições. Gordon Brown disse, no entanto, que irá esperar pelas conversas entre Cameron e Clegg. Segundo o premiê, se essas negociações falharem, ele iniciaria conversas com os liberais-democratas. Negociações Simon Hughes, um importante membro do Partido Liberal Democrata, disse à BBC que Clegg apenas começou as negociações mas que eles estavam "trabalhando construtivamente" e que não tem dúvida de que sua legenda conseguirá chegar a "uma visão comum". "Nick irá querer levar seu partido com ele", disse. "Todos na Grã-Bretanha esperarão que sejamos responsáveis. Nós sabemos qual o cronograma é, entre agora e a próxima quarta-feira, quando o parlamento volta", afirmou. Hughes disse que os liberais-democratas e os conservadores não são "aliados naturais imediatos", mas que têm que responder "construtivamente para tentar construir um arranjo - pode ser uma coalizão, mas pode ser menos do que isso", para lidar com a "política, economia, meio-ambiente e outras crises". Cameron Em seu primeiro discurso longo após as eleições, Cameron identificou como suas prioridades o combate do déficit econômico e a rápida formação de um governo "forte e estável". "Recebemos a pior herança de qualquer governo dos últimos 60 anos", afirmou o conservador, que deixou claro não estar disposto a negociar uma abertura maior da Grã-Bretanha à União Europeia nem cortes no orçamento de Defesa do país. Cameron disse estar disposto a "ajudar os liberais-democratas a implementar partes do seu projeto". Como exemplo disso, ele citou estímulos a uma "economia de baixo carbono" e a reforma do sistema eleitoral. Por sua vez, Brown disse que seu partido tem interesses e propostas comuns com os liberais-democratas, principalmente nas áreas de economia e reforma política.

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