Líder conservador britânico diz ter 'ampla oferta' para liberais-democratas

O líder do Partido Conservador da Grã-Bretanha, David Cameron, disse nesta sexta-feira que enxerga diversas "áreas comuns" nas propostas do seu partido e nas do Partido Liberal Democrata e que tem uma "ampla oferta aberta" para formar uma aliança com o partido de liderado por Nick Clegg. As declarações foram feitas horas depois de projeções terem revelado que nenhum partido obteve a maioria absoluta de 326 cadeiras no Parlamento nas eleições realizadas nesta quinta-feira.

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Os conservadores teriam obtido o maior número de cadeiras, seguidos pelo Partido Trabalhista do primeiro-ministro, Gordon Brown. Os liberais-democratas ficaram em terceiro e agora são cortejados por conservadores e trabalhistas como potenciais parceiros de coalizão. Pela Constituição britânica, o primeiro-ministro que já está no poder em um Parlamento sem maioria absoluta tem o direito de fazer a primeira tentativa de formar uma coalizão para governar. Gordon Brown disse, no entanto, que irá esperar pelas conversas entre Cameron e Clegg. Segundo o premiê, se essas negociações falharem, ele iniciaria conversas com os liberais-democratas. 'Economia de baixo carbono' Em seu primeiro discurso longo após as eleições, Cameron identificou como suas prioridades o combate do déficit econômico e a rápida formação de um governo "forte e estável". "Recebemos a pior herança de qualquer governo dos últimos 60 anos", afirmou o conservador, que deixou claro não estar disposto a negociar uma abertura maior da Grã-Bretanha à União Europeia nem cortes no orçamento de Defesa do país. Cameron disse estar disposto a "ajudar os liberais-democratas a implementar partes do seu projeto". Como exemplo disso, ele citou estímulos a uma "economia de baixo carbono" e a reforma do sistema eleitoral. Por sua vez, Brown disse que seu partido tem interesses e propostas comuns com os liberais-democratas, principalmente nas áreas de economia e reforma política. Constituição Cameron convocou a imprensa para um anúncio na tarde desta sexta-feira, no qual deve apresentar o que chamou de plano de formar um "governo estável". Pela primeira vez desde 1974, a Grã-Bretanha sai de uma eleição geral sem que um partido tenha alcançado a maioria absoluta para formar um novo governo. Os conservadores obtiveram pelo menos 298 cadeiras, os trabalhistas - partido do primeiro-ministro, Gordon Brown - 253 e os liberais-democratas 54. David Cameron tenta chegar ao poder após 13 anos de governo dos trabalhistas. O pleito elegeu parlamentares e representantes distritais em 164 áreas em toda a Grã-Bretanha. No total, quase 4.150 candidatos disputaram estas eleições.

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