Israel tenta evitar que navio fure bloqueio à Faixa de Gaza

Governo envia carta a ONU para evitar que navio fretado por filho de líder líbio desafie bloqueio naval a território palestino

BBC Brasil |

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Israel intensificou suas tentativas de evitar que um navio contendo ajuda fure seu bloqueio à Faixa de Gaza. O governo israelense enviou neste sábado uma carta para a ONU (Organização das Nações Unidas) e deu início a negociações com os governos da Grécia e da Moldávia. O navio Amalthea, com bandeira da Moldávia, está sendo fretado por uma organização não-governamental coordenada pelo filho do líder líbio Muammar Gaddafi. A partida do navio, que está no porto grego de Lavrio, estava marcada para este sábado.

Negociações

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores israelense disse que o ministro Avigdor Lieberman conversou com os colegas da Grécia e da Moldávia. "O Ministério das Relações Exteriores acredita que, por causa dessas conversas, o navio não chegará a Gaza."

Já a embaixadora israelense na ONU, Gabriela Shalev, disse em uma carta que "Israel pede para que a comunidade internacional exerça sua influência sobre governo da Líbia para que demonstre responsabilidade e evite que o navio parta para a Faixa de Gaza". "Israel se reserva o direito de, sob a lei internacional, prevenir que o navio viole o existente bloqueio naval à Faixa de Gaza", disse ela.

Shalev afirmou ainda que as razões da operação do navio, rebatizado de Hope (Esperança) são "questionáveis e provocativas".

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O Amalthea está sendo carregado com cerca de duas mil toneladas de comida, óleo de cozinha, remédios e casas pré-fabricadas. O navio foi fretado pela Gaddafi International Charity e Development Foundation, presidida por Saif al-Islam Gaddafi. A organização diz que o navio de 92 metros de comprimento também levaria "um número de pessoas que estão interessadas em expressar solidariedade ao povo palestino". O correspondente da BBC em Lavrio, Malcolm Brabant, disse que os líbios acreditam que a hora é certa para testar a resolução de Israel em manter o bloqueio naval.

Uma operação israelense para evitar que uma frota furasse o bloqueio em maio matou nove ativistas turcos . Israel disse que agiu em legítima defesa, mas a operação causou indignação internacional. Recentemente, o governo israelense afrouxou o bloqueio terrestre à Gaza , permitindo a entrada de quase todos os bens de consumo, mas mantendo uma "lista negra" de itens proibidos, mas manteve o bloqueio naval. Israel diz que a medida é necessária para evitar que armas cheguem ao grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

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