Israel rejeita inquérito internacional sobre mortes

Segundo embaixador israelense nos EUA, país discute com Obama uma forma para que a investigação ocorra

BBC Brasil |

O embaixador israelense para os Estados Unidos, Michael Oren, disse neste domingo que Israel rejeita a proposta de um inquérito internacional sobre a operação que resultou na morte de nove ativistas e não pedirá desculpas pelo ocorrido da última segunda-feira.

"Rejeitamos uma comissão internacional. Estamos discutindo com o governo Obama uma forma para que a investigação ocorra", disse ele à rede de TV americana Fox News. "Israel tem a capacidade e o direito de se auto-investigar e não de ser investigado por qualquer comissão internacional", disse ele.

A proposta de uma investigação envolvendo outros países foi discutida em um telefonema na manhã deste domingo entre o secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, e o premiê de Israel, Binyamyn Netanyahu.

A proposta incluiria representantes dos EUA, Turquia e Israel, reportando suas conclusões ao primeiro-ministro da Nova Zelândia.

Perdão

O diplomata afirmou ainda que o país não deve pedir desculpas à Turquia pela morte dos ativistas, oito deles turcos e o nono possuidor de passaporte americano mas tendo sido criado em território turco.

"Israel não pedirá perdão por ter tomado as medidas necessárias para defender seus cidadãos e não se desculpará por ter feito o que foi preciso para defender as vidas de nossos soldados", disse ele. Israel afirma que seus homens foram agredidos pelos ativistas quando invadiram a embarcação, mas os ativistas dizem que os militares israelenses usaram força desproporcional.

Também neste domingo, foram deportados de Israel sete dos 11 ativistas que chegarem ao país no sábado ao tentar levar no barco Rachel Corrie ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Israel estabeleceu um bloqueio ao território palestino em 2007 após o grupo Hamas ter assumido a região.

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