Israel e grupo palestino Hamas retomam cessar-fogo
Decisão é anunciada após cinco dias de bombardeio na fronteira, que começaram após série de ataques em território israelense
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O governo de Israel e o grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, anunciaram nesta segunda-feira a retomada do cessar-fogo entre as partes, após cinco dias de bombardeio na fronteira entre seus territórios.
O estopim da violência foi uma série de ataques no sul de Israel, executado por militantes palestinos. O atentado resultou na morte de oito pessoas na última quinta-feira.
O Exército de Israel perseguiu e matou os sete militantes palestinos. Na ação, que se deu na fronteira com o Egito, cinco militares egípcios acabaram atingidos e mortos, o que quase provocou uma crise diplomática.
O Quarteto para o Oriente Médio, grupo formado por ONU, Estados Unidos, União Europeia e Rússia, pediu o fim da violência.
Trégua informal
Israel e os militantes do islâmico Hamas mantém uma trégua informal nos últimos dois anos. Diferente do laico Fatah, que controla a Cisjordânia, o Hamas não reconhece a existência de Israel. Em 2009, as duas partes se enfrentaram em um conflito intenso, com seguidos bombardeios isralenses a Gaza. O Hamas não reivindicou o ataque ao ônibus no deserto do Negev na última semana. O atentado teria sido executado por militantes de facções palestinas que atuam de maneira independente.
Uma fonte oficial palestina disse que o Hamas trabalhará para que o cessar-fogo seja seguido por todas as facções militantes. O Comitê de Resistência Popular de Gaza disse que apenas concordou com a trégua, que considerou "temporária", visando a "segurança do povo palestino".
Mesmo após o anúncio do cessar-fogo, a imprensa de Israel relatou o ataque de 12 foguetes palestinos em território israelense.
A morte de cinco militares egípcios na perseguição israelense aos autores do ataque ao ônibus em Eilat quase provocou uma séria crise diplomática.
O governo interino, que está no poder desde a queda do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, considerou as mortes "inaceitáveis" e sugeriu que Israel teria quebrado o acordo de paz entre os dois países, ameaçando retirar o embaixador egípcio do país.
A administração israelense se apressou, então, em enviar uma mensagem de condolências ao Cairo. Além da Jordânia, o Egito é o único país árabe a reconhecer Israel.